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As projeções para o mercado de crédito indicam um cenário de maior pressão sobre o orçamento das famílias no início de 2026. Estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Estudos de Varejo (IBEVAR) em parceria com a FIA Business School aponta que a taxa de inadimplência de pessoas físicas em operações de recursos livres deverá ficar entre 6,10% e 6,83% em janeiro, com média estimada de 6,47%. O resultado representa um aumento de 0,12 ponto percentual em relação a novembro de 2025.

De acordo com Claudio Felisoni, presidente do IBEVAR e professor da FIA Business School, o avanço está relacionado não apenas ao acúmulo de dívidas, mas também a um ambiente econômico mais restritivo, que compromete a capacidade de pagamento dos consumidores. A avaliação considera o impacto combinado de renda pressionada, crédito mais caro e maior seletividade das instituições financeiras.

Metodologia da pesquisa
As projeções foram elaboradas a partir de modelo econométrico baseado em séries temporais do Banco Central do Brasil, com dados a partir de abril de 2016. O indicador de inadimplência reflete a parcela da carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional com atrasos superiores a 90 dias, abrangendo tanto operações de crédito livre quanto direcionado.

Para janeiro de 2026, a inadimplência nos recursos livres deverá se manter acima dos percentuais observados em carteiras tradicionais, o que acende um alerta sobre a situação financeira de milhões de brasileiros. Apesar de uma leve redução nos atrasos registrada nos últimos meses, os pesquisadores avaliam que o índice tende a oscilar próximo da média projetada. O estudo conclui que o cenário exige atenção contínua e ações coordenadas entre instituições financeiras e governo, com foco na recuperação econômica e no fortalecimento da educação financeira.


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