Os dados do Índice Geral do Emprego e da Atividade Econômica (IGet) confirmam retração da atividade em dezembro, com impacto direto sobre o varejo. Na comparação mensal, o índice ampliado recuou 1,3% e o restrito caiu 1,5%, encerrando o ano com sinais de desaceleração. Entre os segmentos que mais pressionaram o resultado negativo está o varejo de material de construção, que apresentou queda de 3,4% frente a novembro.
No detalhamento do varejo ampliado, além do desempenho negativo de materiais de construção, também contribuíram para o recuo os segmentos de automóveis, partes e peças (-2,7% m/m) e vestuário (-5,8% m/m). Mesmo com crescimento interanual de 1,7% no índice ampliado e de 4,1% no restrito, o resultado mensal evidencia perda de fôlego no consumo ao final do ano.
Pressão da política monetária sobre a atividade
O cenário de dezembro também foi marcado por retração no setor de serviços prestados às famílias, que caiu 2,7% no mês, com desempenho negativo tanto em alojamento e alimentação (-2,2% m/m) quanto em outros serviços às famílias (-2,6% m/m). No acumulado interanual, os serviços seguem em queda, com recuo de 5,5%, mantendo uma sequência negativa ao longo de 2025.
De acordo com a leitura consolidada do indicador, o quarto trimestre apresentou comportamento compatível com um cenário de atividade econômica próxima à estabilidade, mas com continuidade do processo de desaceleração observado no terceiro trimestre de 2025. A política monetária restritiva segue como fator de pressão sobre o consumo e o investimento, afetando diretamente o varejo, incluindo o segmento de material de construção, que encerrou o ano em retração.
























