Dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) mostram que novamente o varejo de material de construção contou com redução do mercado de trabalho na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Em novembro, foram 127 vagas a menos, após o registro de 3.058 admissões e 3.185 desligamentos. Em outubro já havia sido registrada uma redução de 234 vagas. Após tais resultados, o estoque ativo do setor atingiu 96,8 mil trabalhadores na Grande São Paulo.
Saldos de empregos do varejo de material de construção – RMSP

Fonte: Novo Caged
Nos últimos quatro anos o mês de novembro ficou marcado por saldos negativos de postos de trabalho, segundo o levantamento. A questão é que em 2025 tal redução se revelou bem mais aguda que a verificada em novembro do ano anterior, período no qual apenas 14 empregos haviam sido extintos.
Evolução do saldo de empregos do varejo de material de construção na RMSP – Meses de novembro

Fonte: Novo Caged
Seis dos nove segmentos que formam a cadeia setorial do varejo de material de construção da Região Metropolitana apresentaram redução de empregabilidade nesta última edição do Novo Caged. Em números absolutos, destaques aos estabelecimentos de material de construção em geral (-101 vagas) e de madeira e artefatos (-48 vagas).
Movimentação e estoque de empregos celetistas – RMSP – novembro de 2025

De janeiro a novembro, por outro lado, o saldo continua favorável em mais de 1 mil empregos gerados. É preciso ressaltar nesse ponto o desempenho dos varejos de ferragens e ferramentas (+390 vagas), de materiais elétricos (+311 vagas) e de tintas e materiais para pintura (+184 vagas). Vale lembrar que o desempenho parcial de 2025, ainda que positivo, é cerca de metade do visto no período de janeiro a novembro de 2024.
Movimentação e estoque de empregos celetistas – RMSP – 2025*

O economista Jaime Vasconcellos comenta que, como citado em avaliações anteriores, já era previsto que os indicadores de emprego formal no varejo de material de construção da Região Metropolitana de São Paulo apresentassem resultados negativos nos meses do último trimestre de 2025. “Tal comportamento acompanha tendências sazonais observadas em anos anteriores”, reforça. Ele lembra ainda que, nesse período, a renda das famílias, incrementada pelo pagamento do décimo terceiro salário, é majoritariamente direcionada a outros segmentos do varejo, especialmente na aquisição e troca de presentes, além do setor de serviços, considerando despesas com lazer, confraternizações e turismo. “Assim, o segmento de material de construção ajusta-se, inclusive em relação ao seu quadro de colaboradores”, ressalta.
Destaca-se, ainda, que tanto o saldo positivo anual inferior ao registrado em 2024 quanto a retração mais acentuada deste último trimestre em comparação ao ano anterior apenas confirmam o cenário de desaquecimento do mercado de trabalho. “Esse movimento acompanha a tendência observada em outros segmentos e no país de maneira geral quanto aos níveis de empregabilidade e ao desempenho econômico”, finaliza Jaime.
























