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Dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que o volume de vendas do comércio de material de construção do Estado de São Paulo contou em outubro com retração de 7,3% em relação ao mesmo mês de 2024. Essa foi a quinta queda seguida do indicador na comparação anual, uma trajetória que também ocorreu em âmbito nacional. A diferença ficou na magnitude, dado que no caso do Brasil, o setor recuou em novembro 3,9%, quase metade da retração paulista. 

Evolução mensal do índice de volume de vendas do comércio de material de construção – Mês contra mesmo mês do ano anterior

Fonte: PMC – IBGE

No acumulado de 2025, considerando o período de janeiro a outubro, é possível verificar que no Estado de São Paulo houve um recuo de 1,5% no desempenho do comércio de material de construção. Já em 12 meses, pela primeira vez desde os doze meses encerrados em junho de 2024, ocorreu também um resultado negativo no estado. Mais precisamente uma queda de 1,2%. No país, apenas como efeito de comparação, ainda há um avanço tímido de 0,6% neste último indicador, ainda que mês a mês tal ritmo venha diminuindo. 

Evolução do índice de volume de vendas do comércio de material de construção do Estado de São Paulo – Taxa acumulada de 12 meses

Fonte: PMC – IBGE

O economista Jaime Vasconcellos explica que a retração de vendas no varejo de material de construção do Estado de São Paulo em outubro é consonante com a trajetória negativa do setor em todo este segundo semestre do ano. “Por um lado, temos os efeitos de uma comparação contra uma base forte, que foi a segunda metade do ano passado”, ressalta. E continua: “No entanto, não se pode negar o cenário conjuntural de juros e endividamento/inadimplência familiar elevados, que têm minado a demanda no setor e que, infelizmente, fez com que sentíssemos em 2025 semestres bastante dicotômicos”. Em sua opinião, a tendência não é de melhora imediata, o que impõe aos empresários do setor ainda mais planejamento para o ano que vem. 

OBS: O Volume de Vendas observado pela PMC resulta da deflação dos valores nominais correntes da receita bruta de revenda por índices de preços específicos para cada grupo de atividade, e para cada Unidade da Federação, construídos a partir dos relativos de preços do IPCA e do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil – SINAPI. A pesquisa também avalia apenas empresas com 20 ocupados ou mais. 


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