Estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (IBEVAR) em parceria com a FIA Business School estima que a inadimplência das famílias brasileiras se mantenha estável, com tendência de recuo no início de 2026. A projeção utiliza dados do Banco Central do Brasil, com histórico iniciado em março de 2016 e últimos registros verificados em outubro de 2025.
A expectativa é que a inadimplência total das pessoas físicas encerre dezembro de 2025 com taxas variando entre 4,56% e 5,14% – média de 4,85%. Para janeiro e fevereiro de 2026, o cenário permanece estável, com projeção de 5,00% e 5,06%, respectivamente. Esse patamar sugere continuidade de um ambiente de controle nos atrasos de pagamento, sem grandes oscilações no curto prazo.
No crédito com recursos livres, o estudo avalia um quadro de inadimplência entre 6,23% e 6,86% em dezembro de 2025, com média prevista de 6,54%. O número representa queda de 0,13 ponto percentual frente ao dado observado em outubro de 2025 (6,67%) e redução de 0,04 ponto percentual em comparação à estimativa para novembro. Para Claudio Felisoni, presidente do IBEVAR e professor da FIA Business School, “diante da estabilidade observada nos atrasos de 15 a 90 dias nos últimos meses, o mais provável é que o índice de dezembro se situe entre a média (6,54%) e o limite inferior (6,23%) da projeção”.
























