Levantamento do Grupo Nikkeybraz com 98 lojas associadas indica um ano de 2025 com leve saldo positivo no desempenho comercial: 38,1% das lojas registraram aumento de vendas, 25,8% mantiveram o nível e 36,1% tiveram queda. A diferença entre alta e baixa é pequena, o que sugere um mercado ainda pressionado, mas sem sinal de retração generalizada.
A gestão de pessoas acompanhou esse ritmo. 59,8% mantiveram o quadro de funcionários, 27,2% reduziram e 13% contrataram. O interesse por estagiários de 16 a 18 anos é baixo: 41,7% não pretendem aderir à modalidade, enquanto 26% contrataram em 2025. No caixa, o cartão de crédito tem peso central na rotina, e quase metade das lojas (47,9%) não antecipa recebíveis, optando por aguardar o prazo padrão. Em compras, a divisão entre indústria e atacado ficou equilibrada, com 44,3% comprando mais da indústria e 40,2% priorizando o atacado.

No digital, o dado mais relevante para o varejo de material de construção é a lacuna operacional. 61,9% ainda não vendem online. Entre as que vendem, 52,6% afirmam comercializar bem menos do que na loja física e com pouco lucro líquido, sinalizando que o e-commerce ainda é mais aprendizado do que motor de resultado. O estudo também aponta expectativa moderadamente favorável com o crédito federal para habitação: 57,7% acreditam em aumento de vendas com a medida de R$ 40 bilhões.
Para o economista do Sincomavi, Jaime Vasconcellos, os números trazidos pela sondagem são consonantes com as principais pesquisas de desempenho do setor varejista de materiais de construção em 2025. O cenário de certa neutralidade nas vendas é trazido pela Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, que mostra que no estado de São Paulo nos últimos 12 meses houve avanço de apenas 0,5% no volume de vendas do setor.
Quanto ao mercado de trabalho, se a sondagem mostra pouca movimentação de mão de obra, nos dados do Caged da RMSP, até há no acumulado de janeiro a outubro um saldo positivo de 1.158 vagas com carteira assinada, o que até parece substancial, mas representa metade da geração avistada no mesmo período de 2024. Uma queda razoável do ritmo de crescimento de um mercado de trabalho formado na Grande São Paulo por quase 100 mil empregos ativos.
Para o economista, por fim, chama atenção a pouca absorção das ferramentas digitais de comercialização nos estabelecimentos sondados. Tal realidade prova como é heterogênea a digitalização do consumidor dentro dos segmentos do comércio varejista. Especialmente na hora de adquirir itens de construção civil, que no caso predomina a negociação e a venda presencial, em comparação à compra de outros bens de uso pessoal e doméstico.
Fonte: Levantamento 2025 Nikkeybraz
























