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A integração dos jovens ao mercado de trabalho sempre foi um desafio para as empresas independentemente da época. No entanto, a presença crescente da Geração Z tem trazido um novo cenário de adaptação para os gestores. Projeções indicam que esse grupo deverá representar 27% da força de trabalho global até o final do ano. Mesmo considerados nativos digitais, parte desses jovens enfrenta insegurança na utilização de ferramentas profissionais, fenômeno conhecido como tech shame. Segundo levantamento da HP, um em cada cinco jovens de 18 a 29 anos sente-se julgado quando encontra dificuldades técnicas, enquanto entre profissionais acima de 40 anos o índice cai para um em cada 25.

A situação se soma a um ambiente de ansiedade e receio quanto ao futuro. Dados do estudo “Gen Z e o Futuro”, elaborado pela Subversiva com apoio da Leapy, mostram que 62% dos jovens brasileiros têm medo do amanhã e 78% relatam ansiedade como sentimento predominante. A fundadora da Subversiva, Maira Blasi, destaca que compreender esse comportamento é essencial. “Ignorar as ansiedades deste grupo é arriscar a desconexão e a perda de talentos”, afirma.

O desafio também envolve permanência e engajamento. Informações da Deloitte apontam que 94% dos jovens valorizam propósito no trabalho e 46% já deixaram um emprego por falta de alinhamento com seus valores. Para Lucas Bianchini, sócio-diretor da Conexão Talento, treinamentos podem reduzir barreiras geracionais e estimular o aprendizado conjunto. “O RH precisa atuar como mediador entre valores e formas de trabalho distintas”, observa.

O cenário exige que empresas revisem práticas internas, desde comunicação até programas de desenvolvimento. Estudos indicam que 51,6% das organizações relatam dificuldades em lidar com diferenças entre gerações. A recomendação de especialistas é ampliar espaços de diálogo, fomentar trocas entre equipes e garantir suporte técnico aos colaboradores que iniciam a carreira, especialmente em setores que demandam contato direto com sistemas e atendimento ao público — como o varejo.

Para empresas que buscam atrair e reter jovens talentos, ações simples podem contribuir: capacitação contínua, canais de escuta, comunicação mais clara e abertura para participação ativa nas decisões. Maira ressalta que “a escuta ativa e o diálogo intergeracional surgem como ferramentas essenciais para transformar o futuro do trabalho”.


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