O mercado de trabalho do comércio de material de construção da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) registrou um recuo de 272 empregos com carteira assinada em outubro, segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). Foram verificadas no período 3.606 admissões contra 3.878 desligamentos, em um total de 96,9 mil empregos ativos. Somente na cidade de São Paulo ocorreu uma perda de 178 vagas, representando 65% do saldo negativo da RMSP.
Evolução do saldo de empregos do varejo de material de construção – RMSP e São Paulo/SP

Fonte: Novo Caged
É importante citar que nos três últimos anos, o saldo de empregos apresentou-se negativo nos meses de outubro, porém, a queda de 2025 foi 28% menos aguda que a retração de 379 vagas no mesmo mês do ano passado.
Evolução do saldo de empregos do varejo de material de construção na RMSP – Meses de outubro

Fonte: Novo Caged
Dentre os grupos de atividades analisados mais profundamente, é possível constatar que em outubro o segmento que puxou para baixo o resultado geral avaliado foi o comércio varejista de material de construção em geral, que na RMSP perdeu sozinho 274 postos de trabalho com carteira assinada.

Já no acumulado de janeiro a outubro, a criação de 1.158 empregos teve como destaques os estabelecimentos de ferragens e ferramentas (+351 vagas), de materiais elétricos (+290 vagas) e de tintas e materiais para pintura (+180 vagas). Apenas o segmento de cal, areia, pedra, tijolos e telhas apresentar mais desligamentos que admissões em 2025, com 4 vagas perdidas.

O economista Jaime Vasconcellos ressalta que já era esperado tal cenário. “Em outubro certamente veríamos o comércio varejista da Grande São Paulo demitindo mais trabalhadores do que admitindo, o que realmente ocorreu”. Essa hipótese já tinha sido levantada até pela conhecida sazonalidade do fim do ano, na qual boa parte da demanda direciona renda para outros produtos e serviços, causando a necessidade de ajustes de equipes nas empresas do segmento. “Mais que a confirmação dessa sazonalidade negativa, chama-nos atenção que o saldo de vagas não foi de uma perda tão aguda como a vista ano passado, o que pode sinalizar um possível pessimismo não tão elevado dos empregadores do setor”, supõe. Mas adverte: “novos números negativos devem ser mostrados nos meses que restam em 2025 e mesmo que o saldo total do ano fique no positivo, ainda assim será por volta de metade do visto no ano passado, demonstrando o impacto da conjuntura desacelerada do consumo das famílias e, consequentemente, da própria economia, em geral”.
























