Dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC-IBGE) mostram que no Estado de São Paulo o volume de vendas do comércio de material de construção caiu 1,5% em setembro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Com isso, na contraposição anual ocorreu a quarta retração seguida do indicador. O mesmo fenômeno pode ser visto com o desempenho nacional, porém, com uma ressalva, a queda em âmbito federal de setembro foi de apenas 0,3%.
Evolução mensal do índice de volume de vendas do comércio de material de construção – Mês contra mesmo mês do ano anterior

Fonte: PMC/IBGE
Devido ao novo recuo mensal de vendas, no acumulado dos nove primeiros meses de 2025 o volume de vendas na economia paulista registra um recuo de 0,7%, em comparação ao mesmo período de 2024. No Brasil, o indicador acumulado ainda é positivo em 0,6%. No entanto, há mostras visíveis de desaceleração.
Já em doze meses, as vendas aumentaram apenas 0,5% no Estado de São Paulo, bem abaixo dos 2% positivos verificados no mercado nacional.
Evolução do índice de volume de vendas do comércio de material de construção do Estado de São Paulo – Taxa acumulada de 12 meses

Fonte: PMC/IBGE
Jaime Vasconcellos, assessor econômico do Sincomavi, comenta que os resultados recentes preocupam, ainda que este cenário fosse esperado para o segundo semestre, conforme foi alertado em análises anteriores. “Os efeitos dos elevados níveis de endividamento e inadimplência das famílias, aliado aos altos juros puxados pela Selic recorde em quase 20 anos, prejudica a capacidade da demanda em continuar a avançar”, adverte. E complementa: “Considerando o ‘gap temporal’ entre os avanços da taxa básica de juros e os efeitos na economia real, era aguardada que as influências negativas na atividade fossem mais sentidas nesta segunda metade de 2025, especialmente para um setor bastante sensível ao custo do crédito, como é o de material de construção”.
OBS: O Volume de Vendas observado pela PMC resulta da deflação dos valores nominais correntes da receita bruta de revenda por índices de preços específicos para cada grupo de atividade, e para cada Unidade da Federação, construídos a partir dos relativos de preços do IPCA e do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil – SINAPI. A pesquisa também avalia apenas empresas com 20 ocupados ou mais.
























