As vendas do comércio nacional cresceram 0,4% em outubro, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS). Na comparação anual, o setor acumulou retração de 1,5%, mantendo o ritmo moderado observado ao longo de 2025. O desempenho segue condicionado por um mercado de trabalho aquecido, mas limitado pelo endividamento elevado das famílias e por uma inflação ainda resistente.
O economista Guilherme Freitas afirma que o cenário indica continuidade da perda de fôlego do varejo. Segundo ele, “o setor mostra resiliência, mas ainda abaixo do patamar observado em 2024”.
Material de construção recua
Entre os oito segmentos acompanhados pelo IVS, cinco cresceram no mês. O destaque foi Tecidos, Vestuário e Calçados (1,2%), seguido por Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (1,1%). Do lado negativo, Material de Construção registrou queda de 0,4% em outubro. No comparativo anual, o recuo chega a 1,7%.
O desempenho reflete o ambiente econômico mais restritivo para reformas e investimentos domésticos, setor sensível ao crédito e ao orçamento das famílias. Para os varejistas de materiais de construção, o resultado de outubro confirma a tendência de oscilação ao longo do ano.
São Paulo tem retração de 1,4%
No recorte regional, apenas seis estados avançaram na comparação anual, com Amapá (4,2%) e Espírito Santo (2,7%) na liderança. A maior parte do país apresentou queda, incluindo São Paulo, onde as vendas diminuíram 1,4%.
O resultado paulista acompanha o comportamento observado no Sudeste, região em que somente o Espírito Santo registrou crescimento. Guilherme destaca que “o consumo permanece desigual entre as regiões do país” e afirma que a recuperação ainda depende da redução do comprometimento da renda das famílias e de um ambiente macroeconômico mais favorável.
























