Espaço Publicitário

O Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi/IBGE) de outubro mostrou que no Estado de São Paulo o custo do metro quadrado da construção civil variou apenas 0,04%, o menor índice mensal desde abril (0,02%) e abaixo do registrado em outubro do ano passado (0,53%).

Evolução mensal do custo médio m² da construção civil paulista (%)

Fonte: IBGE

Em valores, o metro quadrado da construção teve um aumento de R$1.974,58 para R$1.975,44, isto é, uma variação de apenas R$0,86. Foi possível observar também, comparando outubro contra setembro, que o gasto médio com material de construção passou a ser de R$1.060,22 (+R$1,35 ou inflação mensal de 0,13%), enquanto o custo com a mão de obra de R$915,22 (-R$0,49 ou deflação mensal de 0,05%). No ano, a variação média total da obra na economia paulista ficou em exatos 4,45% (ou R$84,24) e, em 12 meses, 5,03% (ou R$94,67).

Evolução do custo médio por m² da construção, por componentes: Estado de São Paulo (R$)

Fonte: IBGE

O custo do m² da obra no Estado de São Paulo manteve-se o oitavo maior dentre as Unidades da Federação. A liderança continua com o Acre, com R$2.127,94, e o menor patamar com Sergipe, com R$1.668,42. A média brasileira alcançou os R$1.877,29 em outubro — um aumento de 0,27% em relação a setembro.

O economista Jaime Vasconcellos comenta que, assim como visto em setembro e basicamente da mesma forma apresentada pelos indicadores gerais de inflação aos consumidores em outubro, IPCA e INPC,  os custos da construção civil paulista  mostraram quase uma estabilidade de preços. “Os materiais de construção subiram, em média, timidamente. Já o custo médio com mão de obra se reduziu, mas da mesma forma bastante residual”, ressalta.

Em sua análise, Jaime observa que, em geral, o que se vê no último bimestre é uma menor pressão inflacionária, seja proveniente da oferta ou da demanda. “A primeira tem tido pouca variação inclusive de insumos importados, devido ao câmbio mais desvalorizado que o esperado, e em geral com os poucos picos de alta bem localizados”.  Ele lembra ainda que já a segunda, demanda interna, devido ao cenário de juros altos, sente o impacto do custo elevado e seletivo do crédito no ambiente doméstico. “Em resumo, sem choques de oferta e com consumo mais arrefecidos, os preços realmente tendem a não sofrer tantas oscilações”, avalia.


Espaço Publicitário