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O Sincomavi realizou nesta terça-feira (11), às 9h, o webinário “Planejamento Estratégico com a Reforma Tributária”, ministrado pelo professor Luiz Geraldo Alves da Cunha. O evento reuniu 77 participantes e teve como objetivo esclarecer as principais mudanças trazidas pela reforma e orientar os empresários sobre como planejar suas ações a partir de 2026.

Durante a apresentação, Luiz Geraldo destacou que a reforma tributária busca simplificar o sistema e reduzir a inadimplência, substituindo o PIS e a Cofins pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e unificando ICMS e ISS no Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). “O modelo atual permite que devedores contumazes obtenham vantagem competitiva injusta. A nova estrutura pretende nivelar o campo de jogo e tornar a inadimplência inviável”, afirmou.

Entre as principais novidades apresentadas está o pagamento fracionado (split payment), mecanismo pelo qual os bancos reterão automaticamente o valor dos tributos devidos ao governo no momento em que uma empresa efetuar o pagamento a um fornecedor. O palestrante explicou que essa medida visa eliminar o risco de não recolhimento e aumentar a transparência das operações.

Luiz Geraldo também alertou para os impactos sobre os regimes tributários. As empresas optantes pelo Lucro Presumido poderão migrar para o Lucro Real para aproveitar os créditos tributários sobre insumos e compensar o aumento das alíquotas. Já as empresas do Simples Nacional devem ficar atentas, pois podem perder competitividade no mercado B2B por não transferirem créditos aos clientes.

Ele recomendou a empresários e contabilistas que o ano de 2026 seja utilizado para planejamento e adequação. Nesse período, as empresas deverão simular cenários, revisar sistemas internos e ajustar preços, preparando-se para a substituição do PIS e Cofins pela CBS em 2027 e para a adoção gradual do IBS entre 2029 e 2033.

Ao final do encontro, o professor reforçou que a reforma exige atenção redobrada à conformidade fiscal e ao controle de documentação para o aproveitamento correto dos créditos tributários. “É um novo momento para a gestão tributária no Brasil. As empresas que se prepararem desde já estarão em vantagem quando as mudanças entrarem em vigor”, concluiu.


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