A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou queda em agosto no volume de vendas do varejo de material de construção no Estado de São Paulo. A retração foi de 5,1% em relação ao mesmo mês do ano passado – o terceiro recuo seguido nesta comparação anual. Já são contabilizadas também três quedas mensais seguidas em nível nacional, sendo em agosto de 6,1%, portanto, o resultado negativo se mostrou mais agudo do que o verificado na economia paulista.
Evolução mensal do índice de volume de vendas do comércio de material de construção – Mês contra mesmo mês do ano anterior

Fonte: PMC/IBGE
“É importante frisar que devido a esta nova retração, quando observamos o desempenho das vendas acumuladas nos oito meses do ano, que pela primeira vez em 2025 há um desempenho negativo em São Paulo, mais precisamente de -0,6%”, ressalta o economista Jaime Vasconcellos. Ele destaca ainda que no Brasil ocorreu avanço de 0,7%, mas com trajetória decrescente desde maio passado: “Devido a esta tendência, vemos que no desempenho acumulado em 12 meses deste indicador de performance do segmento há um aumento de apenas 1,6% nas vendas do comércio de material de construção paulista, que está, inclusive, em processo de descenso desde março de 2025”.
Evolução do índice de volume de vendas do comércio de materiais de construção do Estado de São Paulo – Taxa acumulada de 12 meses

Fonte: PMC/IBGE
Com isso, a perspectiva é de queda nas vendas em São Paulo para 2025, reforçada agora também pelos dados de agosto. “Tendo como referência a alta do ano anterior, o setor segue o movimento de desaceleração da própria economia brasileira”, avalia. “Como é dependente do crédito e enfrenta juros altos (pessoas físicas e jurídicas), além de altos endividamento e inadimplência, este é um dos ramos comerciais que são mais rapidamente e fortemente impactado por variações mais significativas do consumo das famílias e dos níveis de investimentos empresariais. E é o que ocorre negativamente nos últimos meses, sem muita perspectiva de mudanças no curto prazo”, finaliza.
OBS: O Volume de Vendas observado pela PMC resulta da deflação dos valores nominais correntes da receita bruta de revenda por índices de preços específicos para cada grupo de atividade, e para cada Unidade da Federação, construídos a partir dos relativos de preços do IPCA e do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil – SINAPI. A pesquisa também avalia apenas empresas com 20 ocupados ou mais.
























