A mortalidade empresarial no Brasil segue em patamar elevado: seis em cada dez empresas fecham em até cinco anos. Mas, segundo pesquisa da SME The New Economy, 70% delas não encerraram as atividades por falta de dinheiro, e sim por falta de inovação. “Na Nova Economia, quem não inova desaparece. Não importa o tamanho, a marca ou a história. O consumidor muda rápido e exige que as empresas acompanhem essa transformação”, afirma Theo Braga, CEO da SME The New Economy.
Esse alerta não se restringe ao ambiente digital ou a grandes corporações. No varejo físico, avaliar o desempenho de uma loja apenas pelo volume de vendas é uma armadilha que compromete resultados e relevância. “Uma loja pode ter movimento intenso, mas se não consegue transformar esse tráfego em vendas está desperdiçando oportunidades e recursos”, aponta Sidnei Raulino, fundador e CEO da Seed Digital, empresa especializada em inteligência de mercado para gestão do varejo físico.
De acordo com Sidnei, medir fluxo de visitantes, taxas de conversão e padrões de comportamento permite encontrar gargalos e otimizar processos. “Fluxo por si só não paga as contas. O diferencial está no aproveitamento”, explica. Para ele, compreender os motivos pelos quais clientes entram e saem sem comprar é mais eficiente do que investir apenas em campanhas de atração.
O estudo da SME The New Economy reforça essa lógica ao listar dez passos para sobrevivência na Nova Economia, entre eles: colocar o cliente no centro das decisões, diversificar modelos de receita, usar dados para embasar ajustes rápidos e criar experiências além do produto. Exemplos citados incluem iniciativas como o Zé Delivery, da Ambev, que ampliou canais de consumo, e os ambientes de imersão criados por Cacau Show e Bauducco, que transformaram o ato de comprar em experiência.
Ambos os especialistas destacam que inovação não é sinônimo de tecnologia de ponta, mas de mentalidade e método. Isso envolve cultura organizacional aberta a testes, precificação inteligente, personalização de ofertas e revisão constante de processos. “Quem não usa dados age por instinto. Quem usa, age com precisão”, resume Sidnei.
A mensagem é clara: sobreviver no varejo — físico ou digital — exige ir além do caixa imediato. “O empresário brasileiro precisa entender que inovar não é luxo, é sobrevivência”, adverte Theo, da da SME The New Economy. E complementa: “A Nova Economia cobra relevância todos os dias, e quem não acompanha o ritmo fica para trás”.
























