Depois de ter caído 6,6% em junho, o volume de vendas do varejo de material de construção no Estado de São Paulo recuou 7,1% no sétimo mês de 2025 – em ambos os casos se comparado aos períodos idênticos do ano passado. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal do Comércio, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No país, o comércio de material de construção também apresentou retração em julho, de 2,6%, ainda assim, resultado foi mais ameno que o do plano estadual e menos agudo daquele registrado no mês anterior (-3,8%).
Evolução mensal do índice de volume de vendas do comércio de material de construção – Mês contra mesmo mês do ano anterior

Fonte: PMC/IBGE
Com essa segunda queda seguida, o volume de vendas de material de construção na economia paulista acumula estabilidade no ano, com um residual aumento de 0,1%. Em território nacional este indicador é positivo em 1,8%. Já em 12 meses, dado novamente a este cenário negativo recente, acumula-se um avanço de apenas 2,7% no Estado de São Paulo, abaixo dos 3,8% verificados no mercado brasileiro.
Evolução do índice de volume de vendas do comércio de material de construção do Estado de São Paulo – Taxa acumulada de 12 meses

Fonte: PMC/IBGE
Mês a mês o processo de enfraquecimento do ritmo de vendas do comércio de material de construção no estado de São Paulo em 2025 tem se mostrado constante. “Os números de julho apenas confirmam esta trajetória, que parece realmente se consolidar”, admite o economista Jaime Vasconcellos. E complementa: “A despeito do efeito calendário, com uma base forte de comparação a julho de 2024, período no qual as vendas haviam subido em quase 11%, o que se vê é que o setor acompanha a tendência de desaceleração da economia brasileira para este segundo semestre”. Em sua opinião, o agravante é tratar-se de um segmento dependente mais do que da renda, também do crédito aos consumidores, portanto, com juros altos e níveis também elevados de endividamento e inadimplência, sente-se mais rápido e mais profundamente o atual cenário de consumo das famílias.
OBS: O Volume de Vendas observado pela PMC resulta da deflação dos valores nominais correntes da receita bruta de revenda por índices de preços específicos para cada grupo de atividade, e para cada Unidade da Federação, construídos a partir dos relativos de preços do IPCA e do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil – SINAPI. A pesquisa também avalia apenas empresas com 20 ocupados ou mais.
























