As mudanças no comportamento dos consumidores estão redefinindo a forma como produtos e serviços precisam ser divulgados. Relatórios recentes apontam três grandes tendências: a migração da atenção para as redes sociais, a ascensão do vídeo nativo como formato publicitário eficaz e a chegada da inteligência artificial como novo mediador das buscas digitais.
Segundo o relatório Digital 2025 July Global Statshot, usuários de internet dedicam hoje mais tempo às redes sociais do que à televisão. Em média, são quase 14 horas semanais em plataformas como Instagram e TikTok, contra pouco mais de 10 horas em TV tradicional e streaming. O especialista Fabio Gonçalves, da Viral Nation, observa que esse movimento está ligado à interatividade e autenticidade oferecidas pelos criadores de conteúdo: “A atenção hoje virou moeda — e ela está nas plataformas sociais. As marcas precisam investir em criadores que sabem entender a lógica do vídeo nativo, com storytelling autêntico e formato pensado para cada plataforma”, afirma.
Esse cenário reforça a importância de formatos publicitários que respeitem a experiência do usuário. O vídeo nativo, cada vez mais presente em campanhas digitais, como bem lembra Camilla Veiga, Head of Sales da MGID no Brasil, em recente artigo (leia aqui), tem se mostrado mais eficaz do que modelos tradicionais por se integrar de forma natural ao conteúdo consumido. Taxas de visualização completas em torno de 70% e maior engajamento comprovam sua relevância.
Além da disputa pela atenção e da busca por formatos mais eficientes, uma terceira transformação já está em curso: a inteligência artificial está mudando a forma como os consumidores pesquisam e decidem suas compras. De acordo com levantamento da Conversion e da ESPM, mais de 70% dos brasileiros já utilizam IA para buscar informações, e quase um terço reduziu o uso do Google. Para Gilsinei Hansen, VP da Zenvia, trata-se de um ponto de virada. “Não é só um novo canal. É uma mudança de comportamento”, adverte. “Quem aprende a perguntar para a IA, aprende também a comprar e decidir de forma diferente. Isso exige uma nova estratégia digital”.
Para os empresários do comércio, o recado é direto: a presença digital deve ser revista e fortalecida. Estar nas redes sociais com linguagem adequada, adotar formatos publicitários integrados à jornada do usuário e estruturar informações de forma que a inteligência artificial as reconheça como confiáveis são passos essenciais. O consumidor já está nesse ambiente; cabe às empresas se adaptarem para não perder espaço em um mercado cada vez mais competitivo.
























