A 32ª edição do Índice de Confiança Robert Half (ICRH) aponta que 78% das empresas brasileiras enfrentam dificuldades para contratar profissionais qualificados. Mesmo em um cenário de maior pessimismo, 18% das organizações sinalizam intenção de ampliar seus quadros nos próximos meses, indicando resiliência nas projeções de contratação. O índice consolidado recuou de 38,6 pontos, no primeiro semestre, para 35,5 pontos no segundo, enquanto as perspectivas para os próximos seis meses passaram de 43,3 para 40,2 pontos.
| Momento | Jun/24 | Set/24 | Dez/24 | Mar/25 | Set/25 |
| Situação atual | 38,9 | 38,0 | 39,9 | 38,6 | 35,5 |
| Próximos seis meses | 45,9 | 44,7 | 45,4 | 43,3 | 40,2 |
De acordo com o levantamento, fatores como juros elevados, inflação persistente, câmbio volátil e previsões mais modestas para o PIB de 2025 contribuem para a retração da confiança. Entre os recrutadores, houve queda na avaliação da economia (30,4 pontos atuais; 35,2 futuros) e aumento na intenção de demitir (de 35,7 para 49,5 pontos). Já os profissionais empregados mantêm percepção de segurança em sua empregabilidade, embora tenham reduzido a expectativa de novas oportunidades (52,4 pontos, ante 63,6 no semestre anterior).
A pesquisa também revela que aspectos não salariais continuam determinantes na escolha de empregos, como pacotes de benefícios, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, possibilidade de crescimento, modelo de trabalho e distância da residência ao escritório. Para Fernando Mantovani, diretor-geral da Robert Half, “o panorama reflete precaução, porém existem focos de estabilidade e recuperação em setores específicos da economia, como Serviços e Varejo. Para as companhias, isso reforça a importância da manutenção de estratégias ágeis de gestão de talentos, de forma a não perder oportunidades de crescimento e competitividade”.
























