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O comércio varejista do Estado de São Paulo registrou alta de 7,9% no faturamento no primeiro semestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O desempenho representou um acréscimo de R$ 54,5 bilhões na receita do setor. Apesar do resultado positivo, os números de junho apontam para um ritmo mais lento: crescimento de 4,4% na comparação com junho de 2024.

Variação do faturamento do varejo no Estado de São Paulo

Fonte: SEFAZ/ FecomercioSP

Na capital paulista, a trajetória foi semelhante. As vendas acumularam elevação de 7,7% no semestre, mas a taxa mensal de junho (4,8%) também reforçou o cenário de desaceleração. A FecomercioSP avalia que o mercado de trabalho aquecido e a melhora da renda sustentaram o consumo no período, mas fatores como juros elevados, inflação acima da meta e aumento da inadimplência começam a pressionar os resultados, especialmente em segmentos dependentes de crédito.

Entre os destaques positivos no Estado, apareceram as lojas de vestuário, tecidos e calçados, com crescimento de 15,4%, e o segmento de autopeças e acessórios, com 10,8%. Já concessionárias de veículos e lojas de móveis e decoração recuaram 0,8% e 9,9%, respectivamente, em junho. A expectativa é que essas quedas possam se repetir em outros segmentos no segundo semestre.

Variação do faturamento do varejo na cidade de São Paulo

Fonte: SEFAZ/ FecomercioSP

O setor de material de construção apresentou desempenho mais modesto: avanço de 1,3% em junho e crescimento acumulado de 5,2% no semestre no Estado. Na cidade de São Paulo, o segmento recuou 1% no mês, sinalizando maior sensibilidade ao encarecimento do crédito e às oscilações macroeconômicas. Em contrapartida, farmácias e supermercados contribuíram para manter o varejo estadual em terreno positivo.

De acordo com a FecomercioSP, os fatores que impulsionaram a recuperação do comércio em anos anteriores – como aumento da renda, inflação controlada e geração de empregos – perderam intensidade. Para o segundo semestre, a entidade prevê manutenção do crescimento, mas em ritmo mais moderado. O cenário exigirá das empresas maior cautela, com foco em segmentação de clientes, digitalização e estratégias de fidelização para sustentar as vendas em um ambiente econômico mais desafiador.


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