Em agosto, a inflação da construção civil no Estado de São Paulo, medida pelo índice Sinapi – Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil, apresentou uma variação de 0,55%. Essa foi a terceira maior variação mensal do ano do indicador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda que tenha sido cerca de metade da elevação alcançada em agosto de 2024. Esse desempenho representou um adicional de R$10,84 a cada metro quadrado de obra.
Evolução mensal do custo médio m² da construção civil paulista (%)
Fonte: IBGE
Os dados coletados mostram que o metro quadrado do projeto de construção civil passou a ser de R$1.972,98, acumulando altas de 3,03% em 2025 e de 5,63% nos últimos doze meses. Neste último acumulado, inclusive, houve um crescimento de R$105,13 na média do m² do projeto, sendo R$54,62 referente ao gasto adicional com o material de construção (ou +5,44%) e R$50,51 referente aos custos com mão de obra (ou +5,85%).
Fonte: IBGE
O economista Jaime Vasconcellos comenta que, se o metro quadrado da construção civil no Estado de São Paulo em agosto oscilou positivamente em R$10,84, exatos R$10,51 desta monta são provenientes da variação de preços do material de construção, que avançou 1,00% em média neste mês. “O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) até dá pistas de qual item puxou para cima tal grupo, dado que somente na Região Metropolitana de São Paulo os materiais hidráulicos tiveram um aumento de 3,64% em seu preço médio”, ressalta.
Em sua opinião, apesar da inflação do setor em agosto ter sido mais aguda que em julho, tal quadro já era esperado. “O custo específico com a mão de obra novamente paralisou após o período das sazonais negociações coletivas, enquanto retomamos a variação de materiais de construção como carro-chefe da trajetória do custo médio total do metro quadrado da construção civil no estado de São Paulo”. Ele lembra ainda que, a despeito do percentual ter sido significativo, o resultado foi inferior a agosto de 2024, o que faz com que o índice de 12 meses esteja em seu menor patamar desde maio. “A tendência é de continuidade deste cenário desinflacionário”, finaliza Jaime.
























