O custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) voltou a subir em julho, pressionado principalmente pelo reajuste na conta de energia elétrica. Estudo realizado pela FecomercioSP, baseado em dados do IBGE, revela que houve uma alta de 0,47% no mês. Nos sete primeiros meses do ano, a variação acumulada chega a 3,27%, enquanto em 12 meses o aumento é de 5,79%, com maior impacto sobre as famílias de renda mais baixa.
O grupo de habitação foi o principal responsável pelo resultado, com elevação de 2,08%. A energia elétrica subiu 10,6% em função do reajuste de 14% autorizado pela Aneel para o serviço da Enel. O peso foi mais sentido pelas classes D e E, que registraram aumentos de 2,65% e 2,37%, respectivamente.
Custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo (CVCS)
Série histórica — julho de 2025

Fonte: IBGE/FecomercioSP
No transporte, o custo das passagens aéreas avançou 13,6%, acompanhadas por altas em ônibus interestaduais (5,1%) e pedágios (2,9%). Em contrapartida, combustíveis como gasolina, diesel e etanol apresentaram quedas, amenizando a pressão sobre o orçamento. Já alimentos e bebidas tiveram variação moderada de 0,10% em julho, embora acumulem alta de 9% em 12 meses, especialmente pela alimentação fora do domicílio.
Apesar da elevação em alguns grupos, a FecomercioSP avalia que as pressões inflacionárias foram pontuais e não indicam tendência de alta no curto prazo. Caso o impacto da energia elétrica fosse desconsiderado, a variação geral teria ficado próxima de 0,10%, cenário que favorece o consumo básico das famílias e a reorganização de despesas.
























