As transformações recentes no comportamento do consumidor e nos processos de compra apontam que o fortalecimento do varejo passa por um conjunto de fatores que vão além da promoção e da venda imediata. Experiência, confiança, logística eficiente e uso estratégico de dados estão no centro das decisões que definem competitividade em um mercado cada vez mais exigente.
Especialistas defendem que datas como o Dia do Cliente, que se aproxima, devem ser encaradas como oportunidade de relacionamento e não apenas como ações pontuais e isoladas. Para Flavia Mardegan, especialista em vendas, “o consumidor busca experiências relevantes, atenção genuína e a construção de um relacionamento de longo prazo com as marcas que escolhe”. A percepção reforça a necessidade de fidelização como estratégia contínua.
No comércio eletrônico, a logística se consolidou como fator determinante de conversão. Pesquisa realizada pela nstech mostra que o custo do frete responde por 51% dos casos de carrinhos abandonados. “A logística deixou de ser uma função de retaguarda para se tornar protagonista, impactando diretamente indicadores como conversão, recompra e lucratividade”, avalia Diego Gonçalves, COO da empresa.
A confiança, por sua vez, tem se tornado um ativo de alto valor. Recomendações espontâneas de clientes geram retenção e credibilidade, transformando consumidores em embaixadores das marcas. “O futuro do nosso setor passa por isso: criar experiências tão relevantes que os clientes se sintam naturalmente motivados a se tornarem embaixadores da marca”, resume Luis Fernando Carvalho, CEO da rede Homenz.
No varejo físico, o desafio é compreender a jornada completa do consumidor dentro da loja. “Fluxo por si só não paga as contas. Uma loja pode ter um movimento intenso, mas se não consegue transformar esse tráfego em vendas está desperdiçando oportunidades e recursos”, afirma Sidnei Raulino, fundador da Seed Digital. O executivo defende que dados de fluxo, mapas de calor e integração com sistemas de inteligência já são instrumentos indispensáveis para reduzir desperdícios e aumentar a eficiência.
A leitura conjunta desses movimentos aponta para a mesma direção: o varejo precisa alinhar experiência, tecnologia e inteligência de dados para construir um relacionamento sólido e competitivo com os clientes.

























