O avanço do envelhecimento da população brasileira está transformando hábitos de consumo e impulsionando novos modelos de negócios. A chamada economia prateada, que representa o público acima de 50 anos, deve duplicar em vinte anos e alcançar cerca de 35% do consumo total anual do país até 2034, segundo dados da consultoria Data8.
Empresas do setor imobiliário já estão adaptando suas estratégias. A Söderhem, especializada em projetos de sênior living, surge com a proposta de criar empreendimentos voltados exclusivamente para pessoas acima de 60 anos, unindo a arquitetura nórdica à cultura brasileira. “O envelhecimento populacional é a maior mudança demográfica do século. Quem não se adaptar, ficará para trás”, afirma Daline Hällbom, fundadora da empresa, com 17 anos de experiência no mercado imobiliário internacional.
Já a Construtora Patriani investe em soluções de personalização de imóveis para atender diretamente às demandas desse público. O programa Decora permite que apartamentos sejam entregues com adaptações específicas para idosos e pessoas com mobilidade reduzida, como portas mais largas, barras de apoio e tomadas em altura adequada. “Cada vez mais pessoas nos procuram com a preocupação de garantir um lar confortável para o futuro. O Decora tem sido uma excelente solução, pois permite que os apartamentos sejam entregues já ajustados às necessidades individuais dos moradores”, destaca Michelle Calmon, superintendente de personalização da Patriani.
O movimento dessas empresas demonstra que não se trata apenas de uma tendência de consumo em segmentos de alto padrão. O impacto será amplo e atingirá também famílias com menos recursos, que precisarão adaptar suas casas para garantir acessibilidade, conforto e segurança. Nesse contexto, o varejo de material de construção terá papel estratégico.
Comerciantes devem se preparar para atender uma demanda crescente por produtos como barras de apoio, pisos antiderrapantes, fechaduras digitais, iluminação inteligente, portas mais largas e soluções de reforma acessível. O desafio será oferecer opções viáveis para diferentes faixas de renda, garantindo que esse público em expansão encontre no comércio local o suporte necessário para melhorar sua qualidade de vida.
























