Dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) revelam que ocorreu novamente redução no número de empregos no mercado de trabalho do varejo de material de construção da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) em julho. Foram 64 vagas extintas no período, após outras 87 a menos registradas em junho. Ao todo, nesta última edição do indicador, houve 3.708 admissões contra 3.772 desligamentos, formando um estoque de cerca de 96,5 mil vínculos ativos. O resultado da Grande São Paulo se mostra completamente influenciado pelos números da capital paulista, cidade na qual o setor perdeu 111 vagas neste sétimo mês do ano.
Evolução do saldo de empregos do varejo de materiais de construção – RMSP e São Paulo/SP
Fonte: Novo Caged
É importante ressaltar que desde que o Novo Caged foi instituído, em 2020, em nenhum ano o mês de julho foi marcado por mais desligamentos que admissões de trabalhadores, com exceção de 2025, com as atuais 64 vagas perdidas.
Evolução do saldo de empregos do varejo de materiais de construção na RMSP – Meses de julho
Fonte: Novo Caged
Os segmentos com maiores desempenhos opostos em julho foram o de material de construção em geral, com extinção de 162 postos de trabalho, e o varejista de material elétrico, que criou 77 novos empregos.
Com esta nova retração de empregabilidade, o setor marca uma criação de apenas 753 vagas no acumulado dos primeiros sete meses do ano. Ainda assim, os melhores resultados absolutos estão nos estabelecimentos do varejo de material elétrico (+271 vagas), de ferragens e ferramentas (+194 vagas) e de tintas e materiais para a pintura (+136 vagas).
O economista Jaime Vasconcellos comenta que, em julho, manteve-se a trajetória descendente do ritmo do mercado de trabalho do varejo de material de construção e dos demais segmentos desta cadeia varejista da Grande São Paulo. E no caso do último bimestre, não houve repetição de um ritmo menor de expansão, como o visto no acumulado do ano, mas sim retrações reais dos níveis de empregabilidade.
“Em uma visão macro, e considerando o acumulado de 2025, há sim um alinhamento deste processo de arrefecimento setorial em questão com o próprio ritmo do mercado de trabalho em geral e pelo país, que o Novo Caged já vem explicitando”, avalia. No entanto, ele lembra que o segmento de material de construção, muitas vezes considerado de consumo adiável e dependente do ritmo de expansão do crédito ao consumidor, tem sentido antes essa conjuntura que já se mostrava e será ainda mais desafiadora ao consumo e, consequentemente, à performance e aos níveis de emprego formal do setor.
























