O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) contou com uma elevação de 0,70% em agosto, resultado inferior ao obtido no mês anterior (0,91%). No entanto, o indicador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-IBRE) mostra que existe uma tendência de aumento nos custos do setor de construção ao se analisar a taxa acumulada em 12 meses, que atingiu 7,49%. Comparando-se com o acumulado de agosto de 2024, quando atingiu o patamar 4,84%, fica claro o movimento inflacionário seguido pelo setor.
O grupo de Materiais, Equipamentos e Serviços registrou alta de 0,59% no período analisado, com a categoria de Materiais e Equipamentos tendo elevação de 0,84%, enquanto os custos com mão de obra subiram 0,85%.
Entre os produtos que contaram com as maiores variações positivas em agosto, os destaques ficam para eletrodutos de PVC (8,81%), tubos e conexões em PVC (8,02%) e massa de concreto (1,18%). As maiores quedas foram registradas nos preços dos vergalhões e arames de aço ao carbono (-1,89%), seguido por metais para instalações hidráulicas (-0,99%), placas cerâmicas para revestimentos (-0,69%) e blocos de concreto (-0,22%).
Confiança da construção cai novamente
A Fundação Getulio Vargas também divulgou o Índice de Confiança da Construção (ICST), que sofreu novamente queda em agosto de 1,1 ponto. Esse desempenho fez o indicador atingir 91,6 pontos, o que representa o menor nível desde maio de 2021 (87,4 pontos). Houve igualmente queda na média móvel trimestral de 0,6 ponto.
Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE, comenta que a expectativa era de crescimento robusto do mercado. Tal cenário não está se concretizando, pois houve piora no indicador de evolução recente da atividade, com os sinais de queda superando os de crescimento. “O pessimismo com a demanda, que também aumentou, está repercutindo na intenção de contratar nos próximos meses”, ressalta. E complementa: “A escassez de mão de obra qualificada permanece como a principal limitação atual dos negócios, o que indica que a atividade se mantém aquecida, no entanto, assinalações de problemas de acesso ao crédito ganharam relevância nos últimos meses. Assim, o resultado da sondagem de agosto sugere que esse cenário de crescimento robusto pode mudar a partir da decisão das empresas de adiar início de obras ou alongar o ciclo produtivo”.
























