A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que em junho o volume de vendas do comércio paulista de material de construção apresentou retração de 6,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. A queda ocorreu após uma breve recuperação das vendas em maio, resultado que foi precedido por recuo em abril. Em território nacional o cenário se mostra também negativo, porém não tão agudo quanto no Estado de São Paulo. O volume de vendas do comércio brasileiro de material de construção apresentou baixa de 3,6% em comparação a junho de 2024, depois de um avanço de 5,1% em maio, também na comparação anual.
Evolução mensal do índice de volume de vendas do comércio de material de construção – Mês contra mesmo mês do ano anterior
Fonte: PMC – IBGE
Com o resultado ruim em junho, as vendas acumuladas no primeiro semestre do ano passaram a registrar um avanço de apenas 1,4% – menos da metade do que era acumulado nos cinco primeiros meses do ano, que era de aumento de 3,1%. No país, o setor acumulou elevação de 2,7% nesta primeira metade de 2025.
Já em doze meses, como pode ser observado no gráfico abaixo, ocorreu uma desaceleração do indicador paulista, que chegou a marcar em março elevação de 7,1% e agora alcança 4,3%. Novamente o dado estadual se mostra menor que o do desempenho nacional, que avança 5,1%.
Evolução do índice de volume de vendas do comércio de material de construção do Estado de São Paulo – Taxa acumulada de 12 meses
Fonte: PMC – IBGE
O economista Jaime Vasconcellos comenta que já era esperado para junho números realmente mais tímidos que os de maio, até pelos desafios conjunturais ao consumo e, consequentemente, ao varejo de material de construção, em especial pelos efeitos de juros elevados, endividamento e inadimplência altos e inflação persistente. “Todavia, a retração de mais de 6% em junho chama a atenção e foi auxiliada até mesmo pelo efeito do calendário, devido a menos dias úteis em tal mês em 2025, em relação a 2024, causado pelo feriado de Corpus Christi”, avalia.
Em sua opinião, ainda assim, o que salta aos olhos é a perda de ritmo do volume de vendas do setor neste segundo trimestre do ano e aqui, novamente, não se pode deixar de citar os efeitos diretos e negativos da conjuntura atual da economia brasileira. “A tendência é de manutenção da tal trajetória mais fraca, cabendo a expectativa quanto à sua profundidade para este segundo semestre”, alerta.
OBS: O Volume de Vendas observado pela PMC resulta da deflação dos valores nominais correntes da receita bruta de revenda por índices de preços específicos para cada grupo de atividade, e para cada Unidade da Federação, construídos a partir dos relativos de preços do IPCA e do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil – SINAPI. A pesquisa também avalia apenas empresas com 20 ocupados ou mais.
























