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A prisão dos empresários da Ultrafarma e da Fast Shop, nesta terça-feira, 12 de agosto de 2025, reacende o sinal vermelho para comerciantes e empreendedores: operações tributárias vantajosas demais podem esconder riscos graves.

A Operação Ícaro, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MP‑SP), que encontrou indícios de um esquema que movimentou, desde 2021, cerca de R$ 1 bilhão em propinas para liberação indevida de créditos de ICMS, jogou nova luz sobre esse problema.

Especialistas já alertavam sobre a necessidade de ter atenção em relação às transações tributárias com prazos ou valores “fora da curva”. Luís Alexandre Barbosa, sócio da LFB Advogados, recomenda cautela e verificação dos créditos para evitar envolvimento — ainda que sem saber — em operações que podem gerar contingências sérias no futuro.

Ele também enfatiza que a burocracia e a complexidade de processos da Secretaria da Fazenda podem abrir espaço para intermediários que oferecem soluções “fáceis demais” — o famoso “conto da sereia”. 

A saída? Investir na modernização, com protocolos transparentes, acompanhamento público de processos e redução de assimetrias no sistema tributário.  Tais cuidados podem evitar uma série de dores de cabeça, como: risco jurídico elevado de multas, processos e até prisão, além da reputação da marca em jogo — e isso tem peso diante de bancos, investidores e clientes.

Vale lembrar que os casos citados não são isolados, e servem como um alerta em letras maiúsculas para o setor: promessas relâmpagos de créditos tributários geralmente escondem ciladas. Só dá para evitar o problema com diligência, boa orientação jurídica e sistemas fiscais mais eficientes.


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