Depois de ter saltado mais de 2% em junho, índice que mede a inflação da construção civil no Estado de São Paulo, o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), apresentou em julho uma variação de apenas 0,10%, segundo o Instituto Brasileiro de Estatística e Economia (IBGE). O indicador ficou abaixo inclusive daquele medido em julho do ano passado, quando houve uma variação de tímidos 0,16%.
Evolução mensal do custo médio m² da construção civil paulista (%)
Fonte: Sinapi/IBGE
Com esta última oscilação, o metro quadrado da construção civil paulista atingiu em julho uma média de R$1.962,14, aumento de 2,48% no acumulado de 2025 e de 6,13% nos últimos doze meses. Inclusive, considerando este resultado anual, o crescimento alcançou os R$113,26 por m² de projeto, sendo R$60,67 provenientes dos materiais de construção (ou +6,14%) e R$52,59 com mão de obra (ou +6,11%).
Evolução do custo médio por m² da construção, por componentes: Estado de São Paulo (R$)
Fonte: Sinapi/IBGE
O economista Jaime Vasconcellos já havia alertado anteriormente que a significativa inflação de junho, puxada pelos custos com mão de obra, era algo sazonal, esperado e devido especialmente ao período em que tradicionalmente são atualizados os instrumentos normativos coletivos das categorias profissionais e empresariais da construção civi (reajuste salarial)l. “Prova deste cenário temporário é que em julho novamente a variação do custo do metro quadrado da obra no estado de São Paulo voltou a ficar normalizada e até comportada, com oscilação de apenas 0,1%”, ressalta.
Em sua opinião, tal variação do custo médio só não foi menor (ou até deflacionária) pelos efeitos residuais deste período de celebração de novas Convenções Coletivas no setor, que ainda puxou para cima os gastos médios com mão de obra por m² de construção em 0,22%, enquanto o custo com materiais de construção deflacionou 0,01%.
Jaime avalia que a tendência para agosto é continuidade de variações mais suaves dos preços setoriais, com maior influência agora do rol de mercadorias destinadas à construção, em detrimento à mão de obra. “Ainda assim, são esperadas pequenas variações, até pelos efeitos da atual política monetária restritiva que visa exatamente conter a evolução mais severa dos preços finais no país”, avalia.
























