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A instabilidade econômica continua a afetar a confiança e o consumo dos paulistanos. Segundo pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), em julho, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 3,5% em relação a junho, alcançando 108,9 pontos, enquanto a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) manteve-se estável, em 105,1 pontos. Apesar da queda, ambos permanecem acima da linha de otimismo (100 pontos).

Índice de Confiança do Consumidor (ICC)
Série histórica (13 meses)

Fonte: FecomercioSP

Na comparação com julho de 2024, o ICC acumula retração de 14,7%, registrando 12 meses consecutivos de baixa. O ICF recuou 1% no mesmo período. Para a FecomercioSP, o cenário é influenciado por fatores como a taxa básica de juros (Selic) elevada em 15%, o aumento do IOF e restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos. O comércio também enfrenta custos operacionais altos, crédito restrito e demanda contida, o que deve tornar a recuperação da confiança gradativa.

Entre os sete componentes do ICF, cinco avançaram no mês: perspectiva profissional (1,7%), momento para duráveis (1,7%), perspectiva de consumo (1,2%), nível de consumo atual (1%) e acesso ao crédito (0,5%). Houve queda nos itens emprego atual (-0,8%) e renda atual (-0,6%). O indicador “momento para duráveis” registrou a maior baixa anual (-13,4%), permanecendo na zona de pessimismo, com 69,8 pontos.

Intenção de Consumo das Famílias – variáveis

O levantamento mostra que, entre famílias com renda acima de dez salários mínimos, o ICF recuou 1,2% no mês e 4,2% no ano, refletindo cautela diante da incerteza fiscal, mesmo com renda estável e crédito disponível. Já entre famílias com renda de até dez salários mínimos, houve alta de 1,2% no mês e estabilidade no ano (0,2%), sustentada pela melhora na perspectiva profissional e no acesso ao crédito.

No ICC, o Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) caiu 4,8%, para 102,7 pontos, e o Índice de Expectativas do Consumidor (IEC) recuou 2,7% no mês e 15,9% em 12 meses, atingindo 113,1 pontos. Apenas mulheres (1,6%) e consumidores com 35 anos ou mais (3,2%) registraram avanço na confiança.

Na composição dos preços, o grupo habitação subiu 0,99% no mês, puxado pela alta de 2,96% na energia elétrica, enquanto alimentação e bebidas tiveram leve deflação (-0,18%). Mesmo assim, a inflação elevada e os juros altos seguem limitando o poder de compra e o acesso ao crédito, aumentando o endividamento e a vulnerabilidade financeira das famílias.


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