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O Índice do Varejo Stone (IVS) registrou um aumento de 2,4% em julho nas vendas do comércio. No comparativo anual, o indicador apresentou uma queda de -1,1%. Os resultados positivos tiveram na liderança o varejo de material de construção, segundo o levantamento, com alta mensal de 3,8%.  Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (1,2%), Artigos Farmacêuticos (1,1%), Combustíveis e Lubrificantes (0,8%) e Tecidos, Vestuário e Calçados (0,7%) também contaram com desempenho favorável. 

Entretanto, no comparativo anual a realidade se revela muito diferente. Apenas o setor de Combustíveis e Lubrificantes ficou no positivo, com 1% de aumento. Todos os outros segmentos acompanhados sofreram recuo: Móveis e Eletrodomésticos (-8%), Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (-3,1%), Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (-2,4%), Material de Construção (-1,5%), Tecidos, Vestuário e Calçados (-1%), Artigos Farmacêuticos (-0,2%) e Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (-0,1%).

O estudo da Stone mostra ainda que o comércio digital contou com queda de -6,8% no período analisado. Já o comércio físico cresceu 0,7% em julho. No comparativo anual, o digital também apresentou retração de -18%, e o físico teve recuo de -1,1%.

Para Guilherme Freitas, economista e cientista de dados da Stone, “o crescimento das vendas em julho indicam uma recuperação parcial da atividade varejista, influenciada pela resiliência do mercado de trabalho, que continua sustentando o consumo”. Em sua opinião, é importante destacar que o nível de atividade do comércio permanece abaixo do observado em 2024, o que reforça o cenário de desaceleração da economia. “A inflação segue dando sinais de acomodação, mas essa moderação parece estar mais relacionada à perda de fôlego da atividade econômica do que a uma melhora estrutural nos preços”, ressalta.
 Por fim, ele comenta que os dados de julho se mostram bastante relevantes, mas ainda são insuficientes para reverter a tendência de desaceleração que se verifica ao longo de 2025. “Será preciso observar os próximos meses para avaliar se estamos diante de uma inflexão consistente, com o início de um período de crescimento mais forte do varejo, ou apenas de uma oscilação pontual”, finaliza Freitas.


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