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Após três altas consecutivas, o índice de Confiança do Comércio (ICOM), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), sofreu um recuo de 2,2 pontos em julho, atingindo com esse resultado os 87,1 pontos. Houve queda também de 0,1% (88,4 pontos) tendo como referência as médias móveis trimestrais.
 

A economista Geórgia Veloso comenta que a trajetória dos últimos meses já dava sinais de desaceleração. “Todos os componentes do índice apresentam resultados abaixo dos 90 pontos, o que indica que, apesar do cenário favorável de renda e emprego, o setor ainda não observa uma recuperação consistente do consumo”. Em sua opinião, a confiança baixa e disseminada entre todos os tipos de consumo evidencia que a recuperação do setor não depende de um único fator, mas de uma melhora ampla e sustentada do cenário macroeconômico, que segue desafiador.
 

O setor de serviços também seguiu o mesmo movimento de pessimismo, com o índice setorial registrando queda de 1,0 ponto em julho, alcançando os 89,7 pontos. Tal desempenho representa o menor nível desde maio de 2021 (87,1 pontos). O indicador também caiu na média móvel trimestral: -0,2 ponto.
 

Para o economista Stefano Pacini, “o resultado de julho da confiança de serviços reforça a tendência de desaceleração observada ao longo do ano”. Ele avalia que, apesar de uma leve melhora na percepção sobre demanda presente, as avaliações sobre a situação atual dos negócios são negativas entre os empresários. “Em relação ao futuro, os empresários têm um olhar mais pessimista para o segundo semestre na maioria dos segmentos da pesquisa”, destaca. E complementa: “A conjuntura macroeconômica é complexa com o aumento da incerteza e uma expectativa geral de desaceleração da atividade. A política monetária segue restritiva com o intuito de evitar futuras pressões de preços e uma mudança de sentimento dos empresários não parece estar próxima.”


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