O comércio brasileiro amargou em junho uma queda de -4,2% nas vendas em comparação a maio deste ano, como mostra a variação do Índice do Varejo Stone. Em relação ao mesmo período do ano passado, o retrocesso foi de -4,6%. O acumulado do ano também apresenta números negativos, -0,5%.
Todos os setores analisados contaram com queda no comparativo mensal, mas os destaques ficaram para Móveis e Eletrodomésticos (-6,4%) e Material de Construção (-6,3%). O estudo da Stone mostra ainda que no comparativo anual houve também recuo no varejo de material de construção, com -5,8%.
A queda verificada em junho atingiu tanto o comércio digital quanto o físico. Enquanto as vendas do primeiro caíram -4,5%, o segundo sofreu com retração de 3,4% no mês.
O economista Guilherme Freitas comenta que os dados de junho reforçam a leitura de que a economia brasileira está passando por um momento de perda de fôlego. “Apesar da taxa de desemprego continuar em queda e da criação de empregos formais, os números já apontam para uma possível desaceleração no ritmo do mercado de trabalho”, avalia. “Por outro lado, o consumo das famílias segue pressionado pelo alto comprometimento da renda com dívidas, o que impacta diretamente o varejo”. Ele acredita ainda que a inflação continua em trajetória de desaceleração, mas isso parece estar mais relacionado à fraqueza da atividade econômica do que a uma melhora estrutural. “O conjunto dos dados sugere que o cenário de desaceleração vem se consolidando, ainda que seja necessário acompanhar os próximos meses para confirmar essa tendência”, sugere.
























