Depois de ter apresentado queda em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, o volume de vendas do comércio de material de construção do Estado de São Paulo voltou a registrar crescimento, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em maio, o avanço foi de 1,4% em relação ao quinto mês de 2024, percentual positivo, porém abaixo do ritmo nacional, que aumentou 4,7% (depois da retração de 2,7% verificada em abril).
Evolução mensal do índice de volume de vendas do comércio de material de construção – Mês contra mesmo mês do ano anterior
Fonte: PMC – IBGE
Após esta última elevação do volume de vendas do comércio de material de construção na economia paulista, o desempenho acumulado nos cinco primeiros meses de 2025 passou a ser de 3,1% em relação ao mesmo período do ano passado. No Brasil a taxa ficou positiva em 4,0%.
Já em doze meses, considerando o período acumulado de junho de 2024 até maio de 2025, o indicador conta com uma evolução de 5,2% no Estado de São Paulo, acima dos 4,9% nos doze meses encerrados no último mês de abril. Já no Brasil tal volume foi de +5,7%.
Evolução do índice de volume de vendas do comércio de material de construção do Estado de São Paulo – Taxa acumulada de 12 meses
Fonte: PMC – IBGE
O economista Jaime Vasconcellos comenta que o desempenho obtido em maio, tanto em São Paulo quanto no Brasil, traz a necessidade de uma análise pragmática: “O primeiro ponto é que foi um alento os números do setor terem ficado no positivo, não repetindo a queda de abril, o que demonstra que aquela retração pode ter sido pontual, muito influenciada também pelo maior número de feriados e emendas no mês”.
Ele lembra, por outro lado, que o resultado, ainda que positivo, foi tímido regionalmente. “Além disso, há o efeito estatístico de uma base de comparação fraca, principalmente porque em maio de 2024 (a quem comparamos esta edição da PMC) houve retrocesso no volume de vendas em contraposição a maio de 2023. Neste sentido, temos uma comemoração freada, ainda que precise ser citada”.
Em sua opinião, a tendência é que os números de junho fiquem ainda próximos de estabilidade, pois há forças puxando o consumo para cima e para baixo no país. “Pelo campo positivo o mercado de trabalho resiliente sustenta os níveis de renda da população, porém, os juros altos, o endividamento elevado, bem como a alta dos preços (não só de materiais de construção), têm dificultado novos consumos, ainda mais os dependentes de crédito por parte dos consumidores”, finaliza.
OBS: O Volume de Vendas observado pela PMC resulta da deflação dos valores nominais correntes da receita bruta de revenda por índices de preços específicos para cada grupo de atividade, e para cada Unidade da Federação, construídos a partir dos relativos de preços do IPCA e do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil – SINAPI. A pesquisa também avalia apenas empresas com 20 ocupados ou mais.
























