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Após um bom início de ano, no qual se registrou nos três primeiros meses de 2025 um aumento do volume de vendas do comércio de material de construção em relação ao mesmo período do ano passado, em abril ocorreu a primeira retração do indicador no Estado de São Paulo desde dezembro, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PMC/IBGE). A queda na economia paulista ficou em -5,7% em relação ao quarto mês de 2024. Já em território nacional, o recuo foi mais ameno, de -2,7%, o primeiro desde maio do ano anterior. 

Evolução mensal do índice de volume de vendas do comércio de material de construção – Mês contra mesmo mês do ano anterior

Fonte: PMC – IBGE

Com os resultados negativos deste último mês de abril, é possível observar que o acumulado em 12 meses teve a sua variação mensal ascendente interrompida, algo que vinha se sustentando desde maio do ano passado. Para efeitos de comparação, considerando os 12 meses encerrados em março de 2025, o acumulado contava com um crescimento de 7,1% e, com os dados de abril, passou a ser de 4,9%.  

Evolução do índice de volume de vendas do comércio de material de construção do Estado de São Paulo – Taxa acumulada de 12 meses

Fonte: PMC – IBGE

O economista Jaime Vasconcellos comenta que, em abril, o varejo de material de construção no Estado de São Paulo seguiu o desempenho geral do comércio no país. “A despeito de um cenário sustentado pelo emprego e pela renda resultante dele, a inflação persistente e os juros altos, aliado a uma trajetória na qual o comércio vem de uma base forte de desempenho nos últimos meses, auxiliou com que tivéssemos uma certa ‘ressaca’ do setor em abril”, avalia. Ele lembra ainda que colaborou para esse resultado negativo o número menor de dias “úteis” neste mês em 2025, fazendo com que o efeito calendário também dificultasse resultados mais positivos (ou menos negativos). 

OBS: O Volume de Vendas observado pela PMC resulta da deflação dos valores nominais correntes da receita bruta de revenda por índices de preços específicos para cada grupo de atividade, e para cada Unidade da Federação, construídos a partir dos relativos de preços do IPCA e do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil – SINAPI. A pesquisa também avalia apenas empresas com 20 ocupados ou mais. 


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