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O Índice de Confiança do Comércio (ICOM), do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), obteve o segundo aumento consecutivo em maio. O indicador contou com alta de 1,2 ponto no período e chegou aos 88,7 pontos. Em médias móveis trimestrais também foi verificado avanço de 1,0 ponto, com o ICOM alcançando os 86,4 pontos.
 

O economista Rodolpho Tobler explica que o desempenho de maio não consegue recuperar as perdas sofridas nos meses anteriores pelo indicador. “No entanto, é um sinal favorável sobre a demanda corrente”, avalia. “As expectativas voltam a oscilar e indicam que a trajetória da confiança não deve ser linear nos próximos meses”. Parte desse otimismo tem como origem o mercado de trabalho aquecido, bem como a consequente evolução da renda. “Por outro lado, o ambiente macroeconômico ainda muito restritivo, com juros em alta e inflação acima da meta, pesam negativamente, mantendo os empresários do setor com cautela sobre o ritmo dos próximos meses”, finaliza.

IGP-M recua

O FGV IBRE divulgou também a queda em maio de 0,49% do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) em relação a abril. Com esse resultado, o índice acumula alta de 0,74% no ano e 7,02% nos últimos 12 meses. Em maio de 2024, o IGP-M registrou uma alta de 0,89% no mês, acumulando uma redução de 0,34% em 12 meses.

Para o economista Matheus Dias, a expectativa positiva em relação ao volume da safra atual pressionou para baixo os preços de milho, soja e arroz, contribuindo para a queda das matérias-primas brutas agropecuárias. “Além disso, o minério de ferro voltou a recuar, reflexo da menor demanda global, o que reforçou a desaceleração do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) ”. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) contou com a combinação entre a queda do querosene de aviação e o efeito da baixa temporada, tendo provocado recuo nas tarifas aéreas, o que colaborou para a desaceleração dos preços ao consumidor. “Por fim, embora materiais e equipamentos tenham registrado deflação, o comportamento dos custos com mão de obra segue limitando uma desaceleração mais acentuada do  Índice Nacional de Custo da Construção (INCC)”, destaca Matheus.


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