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Após um mês de março de estabilidade na movimentação de mão de obra com carteira assinada, o comércio varejista de material de construção da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) contou novamente com números positivos de empregabilidade, segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Em abril foram 254 novos postos de trabalho, após o registro de 3.953 admissões e 3.699 desligamentos, considerando um estoque de quase 96,6 mil vínculos ativos. 

Evolução do saldo de empregos do varejo de material de construção – RMSP e São Paulo/SP

Fonte: Caged

Dos nove segmentos acompanhados, em seis houve mais admissões que desligamentos de funcionários celetistas. Os três que mais se destacaram positivamente foram:

  • Comércio varejista de tintas e materiais para pintura: +68 vagas.
  • Comércio varejista de vidros: +63 vagas.
  • Comércio varejista de ferragens e ferramentas: +58 vagas.

No primeiro quadrimestre já são 818 empregos a mais na soma dos setores analisados. A liderança neste acumulado do ano ficou para os estabelecimentos que comercializam ferragens e ferramentas (+209 vagas), seguido pelo varejo de material elétrico (+203 vagas).

O economista Jaime Vasconcellos comenta que os números de abril não surpreenderam por virem positivos, dado que dificilmente seria repetido o cenário negativo (ainda que de maneira tímida) do terceiro mês do ano. “Mesmo assim, não se esperava uma evolução superior a 200 novos empregos com carteira assinada no varejo de material de construção. E foi o que realmente ocorreu”, ressalta.

Ele considera ainda importante citar que o bom desempenho  da Grande São Paulo nesta última edição do Novo Caged está sob responsabilidade quase total do resultado da capital paulista que, sozinha, gerou 240 novos vínculos neste quarto mês do ano. “Em geral, o que se vê do mercado de trabalho ainda são relevantes movimentos mensais de resiliência na geração de emprego, mesmo em um cenário de juros elevados e inflação persistente”, avalia. E complementa: “Não se nega que a força do próprio emprego também em outros setores, aliado a um mercado de crédito que continua em expansão, a despeito de seu custo mais alto, continua sustentando nossa demanda doméstica”. Os resultados deste cenário são os recentes números positivos das vendas do comércio, que acabam também se espraiando na sua capacidade do setor em gerar novos empregos. 

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