A reunião da Câmara Brasileira de Materiais de Construção da Confederação Nacional do Comércio (CBMC-CNC), realizada em 06 de maio, destacou a criação de um grupo específico sobre aplicação da Inteligência Artificial no varejo. O encontro contou com a presença de José Wenceslau, coordenador da CBMC e presidente da Fecomercio (MT), Luis Carlos Bohn, presidente da Fecomércio (RS) e Coordenador Geral das Câmaras, e Claudio Araújo de Lima, diretor do Sincomavi e da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
O projeto de implementação de IA conta com o apoio da CNC, FecomercioSP e Senac, e visa atender à necessidade do setor em relação à captação e desenvolvimento de mão de obra. Algumas ações já foram tomadas, o portal Senac Empresas, por exemplo, disponibiliza cursos gratuitos aos interessados. Segundo Cláudio Araújo de Lima, a recomendação é que os empresários criem processos internos como incentivo para a evolução profissional dos empregados: “É necessário reservar horários para a aplicação desses treinamentos e acompanhar o projeto para obtenção de resultados práticos.”

Construcard e outros temas
O encontro abordou ainda a reativação do Construcard, e contou com a participação remota de representantes da Caixa Econômica Federal: Melissa Cardoso de Castro, Antônio Augusto Pacheco F. Filho e Patrick Araujo Carvalho. Foi reiterado o apelo para que o produto seja oferecido com taxas mais competitivas, embora a retomada pareça improvável no atual cenário de taxa Selic elevada.
O Programa Periferia Viva para regularização e melhorias de imóveis também serviu como tema. A iniciativa prevê recursos para pessoas de baixa renda, mas depende da adesão de prefeituras e órgãos públicos. Outro assunto que depende de vontade política é a revisão das faixas do Simples Nacional, que estão sem correção desde janeiro de 2018. A defasagem causa impactos no crescimento empresarial e contribui para o aumento da informalidade. “Essa questão afeta diretamente a arrecadação do estado. Projeções conservadoras indicam impacto de R$10 bilhões por ano”, comenta Claudio. “Por essa razão, tal questão é postergada continuamente”.
Outros tópicos abordados incluíram a redução de peso das embalagens de 50kg e as proposições em tramitação no Congresso Nacional: PL 6005/2023 (regulação do comércio de material de construção), PLP 164/2022 (devedores contumazes) e PL 2489/2021 (CDC – inversão de ônus).
Fotos: Guarim de Lorena
























