Segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatístifa (IBGE), o volume de vendas do comércio paulista de material de construção contou com uma elevação de 7,0% em março, quando comparado ao mesmo mês do ano anterior. Este foi o terceiro desempenho mensal seguido com resultado positivo do setor no Estado de São Paulo que agora marca uma evolução acumulada de 6,9% no primeiro trimestre do ano, também em comparação com o mesmo período de 2024. No país e, em março, a variação ficou também positiva, com crescimento de 5,2% no mês, o que colaborou para o aumento acumulado de 6,3% nos três primeiros meses de 2025.
Evolução mensal do índice de volume de vendas do comércio de materiais de construção – Mês contra mesmo mês do ano anterior

Fonte: PMC/IBGE
Com o consistente processo recente de recuperação das vendas de material de construção, ao se observar a trajetória do indicador no acumulado em 12 meses no Estado de São Paulo, é possível perceber que em março se alcança um aumento de +7,1% – a maior taxa de crescimento desde os doze meses encerrados em novembro de 2021 (+8,0%).
Evolução do índice de volume de vendas do comércio de material de construção do Estado de São Paulo – Taxa acumulada de 12 meses

Fonte: PMC/IBGE
O economista Jaime Vasconcellos comenta que o segmento aparenta ter alcançado um período consolidado de recuperação das vendas em território paulista, após uma conhecida “ressaca” entre 2022 e 2023. “Esta base fraca de comparação até ajudou a possuirmos um indicador ascendente a partir do ano passado, mas sem dúvidas a recente fase de mercado de trabalho aquecido, com crescimento da renda e de aquisição de crédito justificam os positivos números atuais, que não é lucro”, ressalta. “Tal cenário positivo deve ser considerado, ainda que haja cautela com a persistente inflação e os elevados juros que passamos a conviver e que devem trazer algum impacto especialmente no decorrer do segundo semestre”.
OBS: O Volume de Vendas observado pela PMC resulta da deflação dos valores nominais correntes da receita bruta de revenda por índices de preços específicos para cada grupo de atividade, e para cada Unidade da Federação, construídos a partir dos relativos de preços do IPCA e do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil – SINAPI. A pesquisa também avalia apenas empresas com 20 ocupados ou mais.
























