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O índice de Confiança do Comércio (ICOM), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), sofreu uma queda de 2,4 pontos em março e atingiu 83,1 pontos. Esse é o menor nível desde março de 2021, período no qual o indicador ficou em 73,8 pontos. Houve também recuo de 3,0 pontos nas médias móveis trimestrais (86,0 pontos).
 

O economista Rodolpho Tobler comenta que a confiança do comércio voltou a cair em março, encerrando o primeiro trimestre em queda e com níveis próximos ao observado na pandemia. “O resultado negativo continua sendo disseminado entre as principais atividades e nos horizontes temporais pesquisados”. Ele explica que a piora nas avaliações sobre a demanda no momento presente parecem ter influência da queda na confiança dos consumidores e da aceleração da inflação. “Nesse mesmo sentido, as perspectivas de continuidade do cenário macroeconômico desafiador, não parecem sugerir reversão desse cenário no médio prazo. A continuidade do aumento dos juros, pressão inflacionária e maior cautela dos consumidores devem continuar contribuindo para o nível mais baixo da confiança do varejo”, finaliza. 

Indústria

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) do FGV IBRE, por sua vez,  contou com uma variação de 0,1 ponto em março, para 98,4 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice recuou 0,4 ponto, também para 98,4 pontos. Para o economista Stéfano Pacini, o desempenho do indicador aponta para um cenário de cautela por parte dos empresários quanto à situação dos negócios. “Apesar da piora na ponta, os estoques seguem em níveis satisfatórios”, ressalta. E complementa: “As expectativas de curto prazo, de produção e contratação, avançam no mês, mas não parecem refletir em otimismo do empresário, uma vez que num horizonte de tempo maior, de seis meses, o sentimento dos empresários sugere pessimismo, principalmente nos segmentos relacionados aos bens intermediários”. 


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