Em agosto, o volume de vendas de material de construção no Estado de São Paulo apresentou recuo de 5,7% em comparação ao mesmo mês do ano passado, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PMC-IBGE). Além de ser o quinto retrocesso seguido do indicador, esta foi a queda mais aguda desde maio, período no qual houve uma redução de 5,9% na contraposição anual. No país, em agosto, ocorreu decréscimo de 3,8% no volume de vendas do setor, o segundo recuo seguido.
Evolução mensal do índice de volume de vendas do comércio de materiais de construção – Mês contra mesmo mês do ano anterior (%)

Fonte: PMC – IBGE
De janeiro a agosto o comércio varejista de material de construção paulista contou com retrocesso de 4,6%, patamar agravado em relação a julho (-4,4%). Já no mercado brasileiro, o segmento revela uma retração menor de 1,2% nos oito primeiros meses de 2026, isso em contraposição ao mesmo período do ano passado. Em doze meses a queda no volume de vendas no Estado de São Paulo chega a 4,2% e no território nacional, a 1,4%.
Evolução do índice em 12 meses do volume de vendas de materiais de construção no Estado de São Paulo (%)

Fonte: PMC – IBGE
Jaime Vasconcellos comenta que os números de agosto aumentam a preocupação com a performance das vendas do comércio de material de construção, seja em território nacional ou no Estado de São Paulo. “O agravamento do indicador em relação a 2025 deixa claro o tamanho do desafio para a conversão de vendas, frente a um cenário de consumo retraído”, ressalta. Em sua opinião, novamente, vê-se o impacto de alto comprometimento de renda familiar e custo caro do crédito como impeditivos para avanço da demanda e consequente melhor realidade das vendas. “Para setembro, infelizmente, a tendência é mantermos trajetória negativa dos indicadores do setor”, finaliza.
OBS: O Volume de Vendas observado pela PMC resulta da deflação dos valores nominais correntes da receita bruta de revenda por índices de preços específicos para cada grupo de atividade, e para cada Unidade da Federação, construídos a partir dos relativos de preços do IPCA e do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil – SINAPI. A pesquisa também avalia apenas empresas com 20 ocupados ou mais.



