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O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou queda de 0,22% em agosto, após recuar 1,16% em julho. Com o resultado, o indicador acumula alta de 1,85% no ano e de 2,16% nos últimos 12 meses. O desempenho foi influenciado pelas quedas dos preços ao produtor e ao consumidor. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,34% no mês, ante retração de 1,74% em julho. Entre os estágios de processamento avaliados pelo IPA, os Bens Finais apresentaram queda de 0,40%, enquanto os Bens Intermediários recuaram 1,90%. Em sentido contrário, as Matérias-Primas Brutas tiveram alta de 0,88%, depois da redução de 3,89% registrada no mês anterior.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também apresentou resultado negativo, com queda de 0,41% em agosto, após recuo de 0,01% em julho. Das oito classes de despesas analisadas, seis registraram redução em suas taxas de variação. Entre elas estão Habitação, Educação, Leitura e Recreação, Comunicação, Transportes, Saúde e Cuidados Pessoais e Vestuário.

Custo da construção registra alta

Em movimento contrário aos demais componentes do IGP-M, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,85% em agosto, acima da taxa de 0,62% observada em julho. Materiais e Equipamentos passaram de uma variação de 0,42% para 0,33%. Serviços avançaram de 0,25% para 0,33%, enquanto Mão de Obra apresentou a maior aceleração entre os três componentes, passando de 0,93% em julho para 1,56% em agosto.

André Braz, economista do FGV IBRE, destaca que o IGP-M permaneceu negativo pelo segundo mês consecutivo, embora com redução na intensidade da queda. Segundo ele, o resultado de agosto reflete movimentos distintos entre os componentes do indicador.


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