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O Custo de Vida por Classe Social (CVCS) na Região Metropolitana de São Paulo registrou alta de 0,44% em julho, segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O resultado foi influenciado principalmente pelo aumento da conta de luz residencial.

Energia elétrica pressiona custo de vida na Grande São Paulo

Fonte: IBGE/FecomercioSP

A energia elétrica subiu 7,55% no mês, em razão do reajuste tarifário de 10,7% aplicado pela distribuidora. Com isso, o grupo habitação avançou 1,86% e respondeu por cerca de 0,31 ponto porcentual da variação do indicador, o equivalente a mais de dois terços da alta registrada em julho. No acumulado do ano, o CVCS chegou a 3,54%, ante 3,27% no mesmo período de 2025. Em 12 meses, houve desaceleração para 4,98%.

De acordo com a FecomercioSP, quatro dos nove grupos que integram o levantamento apresentaram queda em julho: vestuário (-1,02%), despesas pessoais (-0,37%), educação (-0,04%) e artigos de residência (-0,04%).

Materiais de construção registram alta

No varejo, os materiais de construção permaneceram pressionados. Revestimentos, cimento, tijolo e material hidráulico registraram elevação de cerca de 2,8%. Em 12 meses, o grupo habitação acumula alta de 6,19%. Saúde foi o segundo grupo com maior contribuição para o resultado mensal, com avanço de 0,85% e alta acumulada de 6,77% em 12 meses. Entre os medicamentos, foram registrados aumentos em hormônios (3,2%), anti-inflamatórios (2,2%), antialérgicos (1,9%) e antibióticos (1,8%).

Transportes apresentou variação de 0,40%. Os combustíveis, no entanto, tiveram redução de preços, com quedas de 1,7% no etanol, 0,7% no óleo diesel e 0,4% na gasolina. Nos serviços, a passagem aérea avançou 7%.

No grupo de alimentação, houve recuos de 26,4% no tomate, 14,8% na batata-inglesa e 6,9% na cenoura. Em sentido contrário, ficaram mais caros itens como mamão (7,1%), cebola (3%), carne de porco (1,6%) e iogurtes (1,55%).

As classes de menor renda registraram as maiores variações no mês. As classes D e E tiveram alta de 0,53%, seguidas pelas classes C (0,44%), A (0,43%) e B (0,36%). Segundo a FecomercioSP, o resultado está relacionado ao maior peso da energia elétrica no orçamento das famílias de menor renda. Em 12 meses, a diferença também permanece. O custo de vida acumula alta de 5,56% para a classe D e de 5,44% para a classe E, ante 4,47% para a classe B e 4,67% para a classe A.

Para os próximos meses, a FecomercioSP avalia que a menor pressão sobre o preço do petróleo pode contribuir para o alívio dos combustíveis e da cadeia de custos. A entidade, contudo, aponta incertezas relacionadas ao cenário global e às eleições, com possíveis reflexos sobre o câmbio e os preços.


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