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A 34ª edição do Índice de Confiança da Robert Half (ICRH) registrou, em agosto de 2026, 36,4 pontos na avaliação das condições atuais e 42,9 pontos nas expectativas para o semestre seguinte o que representa uma melhora no mercado de trabalho qualificado para os próximos seis meses, apesar da preocupação com o cenário econômico atual.

Os dois indicadores permanecem abaixo do patamar neutro de 50 pontos, mas avançaram na comparação com agosto de 2025, quando estavam em 35,5 e 40,2 pontos, respectivamente. O levantamento considera a percepção de recrutadores, profissionais empregados e candidatos desempregados em busca de recolocação.

Entre os recrutadores, considerados pelo estudo um indicador de antecipação das tendências do mercado, a diferença é mais acentuada. O índice registra 36,8 pontos para a situação atual e alcança 44,1 pontos na projeção para os próximos seis meses.

Os dados mostram ainda que as empresas mantêm contratações para posições estratégicas, mas adotam maior seletividade e planejamento diante das incertezas econômicas. Entre os participantes, 58% indicam baixa intenção de realizar desligamentos, enquanto 17% acreditam que as demissões serão ainda menores nos próximos meses.

Empresas enfrentam dificuldade para encontrar profissionais

Mesmo com as contratações em ritmo moderado, a procura por profissionais especializados permanece elevada. O estudo da Robert Half revela que a taxa de desemprego entre trabalhadores qualificados ficou em 2,8% no segundo trimestre de 2026, conforme informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao mesmo tempo, 81% dos gestores de contratação relatam dificuldades para encontrar os profissionais de que precisam. “Mesmo em um ambiente de cautela, as empresas precisam mapear posições críticas, revisar suas estratégias de retenção e manter alternativas de contratação prontas para responder com rapidez a uma retomada da demanda”, avalia Leonardo Berto, Branch Manager da Robert Half.

Outro levantamento da consultoria, realizado com 500 gestores de contratação, mostra que 36% priorizam profissionais com alto potencial de desenvolvimento quando não encontram candidatos que atendam integralmente aos requisitos da vaga. O resultado indica espaço para perfis com capacidade de aprendizado e adaptação.

A pesquisa também aponta diferenças na percepção dos trabalhadores. Entre os profissionais empregados, 49% afirmam ter confiança alta ou muito alta em permanecer no emprego atual. Já entre os desempregados, 24% demonstram confiança alta ou muito alta em conseguir uma recolocação nos próximos seis meses.

Nesse último grupo, 98% apresentam algum nível de abertura para oportunidades de trabalho por tempo determinado, indicando receptividade a modalidades mais flexíveis de contratação.


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