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Após seis meses consecutivos de queda, as ocorrências suspeitas em transações do comércio eletrônico voltaram a avançar em julho. Dados da Equifax BoaVista mostram aumento tanto na quantidade de casos quanto nos valores envolvidos, com elevação também do ticket médio das operações. O Índice de Fraude da Equifax BoaVista passou de 1,08% em junho para 1,21% em julho, alta de 12% na comparação mensal. O número de tentativas aumentou 8,6%, de 248,6 mil para 269,9 mil ocorrências.

O impacto financeiro apresentou crescimento superior ao registrado no volume de casos. Os valores relacionados às tentativas passaram de R$ 245,3 milhões para R$ 277,6 milhões, avanço de 13,2%. Já o ticket médio subiu 4,2%, de R$ 986,93 para R$ 1.028,82.

Segundo a Equifax BoaVista, o comportamento pode indicar o início de uma mudança sazonal observada no segundo semestre. Nesse período, o comércio eletrônico começa a intensificar as ações promocionais e os fraudadores se preparam para datas de maior movimentação, como Dia das Crianças, Black Friday e Natal.

Preparação das fraudes

As equipes de prevenção da companhia também identificam maior preparação das ações criminosas. Entre as práticas observadas estão o uso de informações obtidas em vazamentos de dados, contas criadas com antecedência e padrões de navegação semelhantes aos de consumidores reais, com o objetivo de dificultar a identificação das tentativas.

Ao mesmo tempo, os varejistas começam a reforçar seus mecanismos de prevenção antes do período de maior movimento do comércio eletrônico. A estratégia busca ampliar a identificação de comportamentos suspeitos sem elevar desnecessariamente o número de falsos positivos entre consumidores legítimos. “Depois de um primeiro semestre marcado pela queda contínua da taxa de fraude, julho indica uma retomada da atividade dos fraudadores”, comenta Juliano Manrique, superintendente de Produtos de ID & Fraud da Equifax BoaVista. Ele revela ainda que esse movimento é esperado nesta época do ano e está relacionado ao início da preparação para as grandes campanhas promocionais do segundo semestre. “O foco agora deixa de ser apenas o volume de tentativas e passa também pela sofisticação das ações, com criminosos buscando reproduzir comportamentos cada vez mais próximos dos consumidores legítimos, até de formas mais sutis”, finaliza.


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