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Depois de apresentar um aumento de 2,34% em junho, o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi/IBGE) desacelerou e registrou em julho uma variação de 0,18% no Estado de São Paulo, o menor nível dos últimos quatro meses.  Em comparação a julho do ano passado, houve uma pequena aceleração, considerando que naquele mês a oscilação havia sido de 0,10%. No acumulado de 2026 o indicador atingiu os 4,98% e em 12 meses 6,44%.

Evolução do custo médio mensal do m² da construção do estado de São Paulo (%)

Fonte: IBGE

Em valores monetários, o metro quadrado da construção civil paulista atingiu um patamar médio de R$2.088,58. Desta cifra, R$1.103,90 (ou 52,85%) são dos gastos com material de construção e R$984,68 (ou 47,15%), com mão de obra. Em julho, esses dois componentes variaram, respectivamente, 0,40% e -0,08%. Já nos últimos doze meses enquanto os materiais apresentam crescimento médio de 5,24% na economia paulista, a mão de obra conta com oscilação positiva de 7,83%.

Fonte: IBGE

O economista Jaime  Vasconcellos comenta que é possível dizer que o indicador, que mede o preço médio do metro quadrado da construção no Estado de São Paulo, voltou a “normalidade” no mês de julho, após a um período sazonal – a conhecida variação significativa de junho. “Naquele mês ocorre a correção salarial proveniente das negociações coletivas das categorias profissionais e patronais, portanto, a esperada evolução do valor médio da mão de obra”, destaca.

Já a variação de 0,18% em julho está em linha com o projetado, sendo este resultado mensal puxado para cima exatamente pelos materiais de construção, componente mais suscetível às variações de demanda, oferta e câmbio. “Em geral, o setor tem sentido uma pressão pouco maior que a média dos indicadores gerais de preços ao consumidor em 2026 devido à evolução dos preços internacionais de commodities, principalmente cobre e petróleo, que encarecem desde materiais elétricos, ao PVC, plásticos, cimento, entre outros”, explica Jaime. Fora que o encarecimento dos combustíveis, que impacta o custo do transporte de mercadorias, seja na distribuição ou na entrega ao consumidor final. “Portanto, os resultados recentes estão em acordo com o desafiador horizonte projetado”, finaliza.

Custo médio total do metro quadrado da obra por estado da federação


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