Projeções do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR), em cooperação com a FIA Business School, apontam avanços superiores do comércio de material de construção aos previstos para o varejo brasileiro em geral. O estudo revela que a expectativa é de alta nas vendas entre agosto e outubro de 2026. Esse segmento, na comparação com os mesmos meses de 2025, deve contar com crescimento de 5,88% em agosto e 5,93% em setembro. Para outubro, a estimativa indica elevação de 4,71% nas vendas, uma desaceleração em relação aos dois meses anteriores, mas com manutenção do resultado positivo.
O desempenho esperado para material de construção supera as projeções do Varejo Ampliado, categoria que também reúne automóveis, motos e peças. Nesse conjunto, as vendas devem crescer 2,95% em agosto, 3% em setembro e 2,27% em outubro, sempre na comparação com igual período do ano anterior.
Segundo Claudio Felisoni, presidente do IBEVAR e professor da FIA Business School, as estimativas apontam expansão tanto para o Varejo Ampliado quanto para o Varejo Restrito. Neste último, as altas previstas na comparação anual são de 1,43% em agosto, 2,01% em setembro e 1,57% em outubro.
No acumulado do ano, o Varejo Ampliado deve apresentar crescimento de 2,14% em agosto, chegando a 2,24% em setembro e mantendo esse percentual em outubro. Já o resultado acumulado em 12 meses deve avançar de 1,60% para 2,17% ao longo do período analisado.
Outros segmentos
Em veículos, motos, partes e peças, grupo que inclui motocicletas, a estimativa é de crescimento anual de 4,56% em agosto e 5,37% em setembro, seguido de alta de 2,22% em outubro.
O levantamento aponta ainda perspectivas positivas em diferentes áreas do comércio. Móveis e eletrodomésticos: elevação de 5,46% em agosto, 5,41% em setembro e 3,65% em outubro na comparação anual. Tecidos, vestuário e calçados também contam com projeções de crescimento, enquanto hipermercados e supermercados devem manter variações anuais positivas entre 1,57% e 2,19%.
Entre os segmentos analisados, livros, jornais, revistas e papelaria apresentam as maiores taxas projetadas de avanço anual, com 14,60% em agosto, 14,56% em setembro e 12,74% em outubro.
























