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O Sincomavi disponibiliza a edição de julho de 2026 do Radar Econômico, publicação voltada ao acompanhamento dos principais indicadores que influenciam o comércio varejista. O levantamento mostra um cenário de consumo ainda sustentado, mas acompanhado pelo aumento do endividamento das famílias, recuo da confiança empresarial e maior atenção às condições econômicas.

A análise é de Jaime Vasconcellos, economista do Sincomavi e sócio da Eagles Consultoria Econômica. Segundo o estudo, a intenção de consumo das famílias avançou 0,1% em julho e atingiu 105,6 pontos, com crescimento de 2,6% em 12 meses. O indicador relacionado ao momento para a compra de bens duráveis apresentou alta anual de 20%, favorecido pela desaceleração dos preços desses produtos.

Em sentido contrário, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) recuou 0,8% no mês, para 101,9 pontos. Entre os segmentos de bens duráveis, grupo que inclui material de construção, a queda mensal foi de 2,1%. As intenções de contratação de funcionários e de investimentos também diminuíram 0,6% em julho.

Endividamento exige atenção

Outro indicador acompanhado pela publicação é a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). Em julho, 82% das famílias declararam possuir dívidas a vencer, maior nível da série histórica. A inadimplência ficou em 29,8%, enquanto 19% dos consumidores destinavam mais da metade da renda ao pagamento de dívidas.

Na cidade de São Paulo, a confiança do consumidor permaneceu em nível de otimismo, apesar da retração mensal. O índice calculado pela FecomercioSP caiu 2% em relação a junho e chegou a 121,6 pontos. O Radar também registra que 74,1% das famílias paulistanas estavam endividadas e 20,7% inadimplentes.

Para o varejo de materiais de construção, a publicação chama atenção ainda para a evolução dos custos. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) subiu 0,62% em julho e acumulou alta de 6,40% em 12 meses. A mão de obra avançou 0,93% no mês e 7,06% no período de 12 meses.

Na avaliação apresentada no Radar Econômico, o segundo semestre começa com consumo resistente, porém acompanhado por maior cautela. Diante desse quadro, a orientação aos comerciantes é reforçar o acompanhamento dos estoques, custos fixos, tomada de crédito e liquidez do caixa.

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