A inadimplência das pessoas físicas nas operações de crédito com recursos livres deve alcançar 7,62% em julho de 2026, segundo projeção elaborada pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR) em parceria com a FIA Business School. O estudo foi desenvolvido com base em dados do Banco Central do Brasil e indica continuidade da trajetória de alta ao longo do terceiro trimestre.
A estimativa para julho varia entre 7,28% e 7,95%, representando avanço de 0,05 ponto percentual em relação ao último dado oficial divulgado pelo Banco Central, referente a maio de 2026, quando a inadimplência nesse segmento ficou em 7,57%. As projeções também apontam elevação gradual nos meses seguintes. Para agosto, a estimativa central é de 7,67%, com limite superior de 8,14%. Em setembro, a média projetada é de 7,66%, podendo alcançar 8,28% no cenário mais elevado. Segundo a avaliação do IBEVAR, a redução observada em maio indica que o resultado de julho tende a se aproximar do limite inferior do intervalo projetado.
Claudio Felisoni, presidente do IBEVAR e professor da FIA Business School, explica que as estimativas para a inadimplência total das pessoas físicas, considera tanto o crédito com recursos livres quanto o direcionado: “o dado real de maio de 2026 ficou em 5,62% para atraso e 6,12% para inadimplência. A projeção para julho indica média de 5,58%, com intervalo entre 5,32% e 5,84%, avançando para 5,70% em setembro no cenário médio, com limite superior de 6,12%.”
Para julho, a projeção aponta taxa média de 5,58%, com intervalo entre 5,32% e 5,84%. No cenário projetado para setembro, a média sobe para 5,70%, com limite superior estimado em 6,12%.
























