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A atividade econômica brasileira registrou crescimento de 0,1% em abril na comparação com março, considerando a série com ajuste sazonal, segundo dados do Monitor do PIB-FGV divulgados em 18 de junho. Na comparação com abril de 2025, o avanço foi de 1,8%. No acumulado de 12 meses até abril, a economia apresentou expansão de 2,0%. O resultado foi sustentado pelo desempenho positivo da indústria, dos serviços e da maior parte dos componentes da demanda. Entre os principais segmentos analisados, apenas a agropecuária e o consumo do governo apresentaram retração no período.

Juliana Trece, coordenadora da pesquisa Monitor do PIB-FGV, comente que o cenário indica resiliência da economia diante de fatores que pressionam a atividade. “Embora a economia esteja estável, a maior parte de seus componentes teve desempenho positivo, indicando certa resiliência, em meio ao cenário de juros elevados e ao aumento do preço do barril do petróleo, como uma das consequências da guerra no Oriente Médio.”

Consumo das famílias e investimentos avançam

No trimestre móvel encerrado em abril, o consumo das famílias cresceu 2,6%, alcançando o maior patamar desde o trimestre móvel findo em fevereiro de 2025. O resultado foi impulsionado principalmente pelo consumo de serviços, embora todos os tipos de consumo analisados tenham contribuído positivamente.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que mede os investimentos na economia, avançou 0,7% no trimestre móvel encerrado em abril, interrompendo uma sequência de quatro trimestres de retração. O desempenho foi influenciado pelo crescimento do segmento de máquinas e equipamentos, que voltou a apresentar expansão após oito trimestres consecutivos de queda.

No setor externo, as exportações cresceram 9,3% no trimestre móvel encerrado em abril, impulsionadas principalmente pelos produtos da indústria extrativa. As importações avançaram 5,1%, com destaque para bens de consumo e serviços.

Em valores correntes, o Monitor do PIB-FGV estima que o Produto Interno Bruto acumulado entre janeiro e abril de 2026 tenha alcançado R$ 4,376 trilhões. A taxa de investimento da economia em abril foi de 18,0%.


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