Informações recentes da Pesquisa Mensal do Comércio, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mostram que o volume de vendas do comércio de materiais de construção da economia paulista apresentou em abril uma retração de 5,1%, em comparação ao mesmo mês do ano passado. A queda contrapõe o pequeno avanço registrado em março, bem como se revela aquém do desempenho nacional, que registrou no período (abril de 2026) estabilidade de performance.
Evolução mensal do índice de volume de vendas do comércio de materiais de construção – Mês contra mesmo mês do ano anterior (%)

Fonte: PMC – IBGE
No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026 o comércio de materiais de construção do Estado de São Paulo manteve retração de 5,3% em comparação ao mesmo período do ano passado. Em território nacional, este indicador está negativo em 0,7%. Já em 12 meses, o resultado paulista é de retração de 4,4% (gráfico abaixo), enquanto no âmbito federal o desempenho apresenta queda de 1,5%.
Evolução do índice de volume de vendas do comércio de materiais de construção do Estado de São Paulo – Taxa acumulada de 12 meses (%)

Fonte: PMC – IBGE
Se os dados de março foram positivos muito pelo efeito calendário – na comparação anual houve mais dias úteis neste mês em 2026 do que em 2025 devido ao carnaval -, no caso de abril não ocorreu tal impacto desta externalidade. “Os dias úteis foram os mesmos”, destaca o economista Jaime Vasconcellos. “O que se viu foi mais um ‘capítulo’ do negativo cenário do volume de vendas no comércio de materiais de construção no estado de São Paulo, tão predominantemente registrado mês a mês nos últimos 12 meses”.
Jaime comenta que o cenário conjuntural pouco mudou neste período, portanto, a pouca alteração da trajetória dos números também era aguardada. Em sua opinião, a tendência é o prosseguimento desse cenário com o setor sendo impactado pelo pouco espaço e alta seletividade do orçamento das famílias, frente a preços elevados, altos graus de endividamento e inadimplência, bem como do próprio custo do dinheiro junto ao sistema financeiro (crédito).
OBS: O Volume de Vendas observado pela PMC resulta da deflação dos valores nominais correntes da receita bruta de revenda por índices de preços específicos para cada grupo de atividade, e para cada Unidade da Federação, construídos a partir dos relativos de preços do IPCA e do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil – SINAPI. A pesquisa também avalia apenas empresas com 20 ocupados ou mais.
























