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O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M), Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), registrou uma alta de 0,21 % em fevereiro, resultado inferior ao alcançado no primeiro mês de 2023 (0,32%). O indicador acumula alta de 0,53% no ano e de 8,76% em 12 meses. A taxa do índice referente a Materiais, Equipamentos e Serviços contou com aumento de 0,32% em fevereiro. Já a participação relativa à mão de obra avançou 0,10% no mês analisado.
 

Os custos com “Materiais e Equipamentos” tiveram uma elevação de 0,16% no período, com as maiores variações dentro da categoria sendo lideradas por revestimento, louças e pisos (1,02%), pedras ornamentais para construção (0,57%), material para pintura (0,38%) e madeira para acabamento (0,37%). Entre os produtos, as principais influências negativas ficaram por conta de condutores elétricos (-0,74%), madeira para telhados (-0,34%), cimento portland comum (-0,30%), ferragens para esquadrias (-0,27%) e massa de concreto (0,17%).

Confiança

Depois de queda por quatro meses consecutivos, o Índice de Confiança da Construção (ICST) subiu 0,8 ponto em fevereiro e alcançou os 94,4 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice caiu 0,4 ponto. Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE, comenta que as expectativas voltaram a melhorar em razão da demanda estimada para os próximos meses. “Ou seja, o pessimismo que contaminou o setor desde outubro diminuiu significativamente em fevereiro, liderado pelo segmento de Edificações, que reagiu de forma positiva ao anúncio de retomada do Programa Minha Casa Minha Vida.

Por outro lado, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 1,3 ponto no período (84,5 pontos), atingindo o menor nível desde agosto de 2022 (83,6 pontos). Em médias móveis trimestrais, o índice cai pelo terceiro mês consecutivo ao recuar 0,3 ponto, para 86,1 pontos. Viviane Seda Bittencourt, coordenadora de Sondagens do FGV IBRE, afirma que existe uma percepção de piora da situação atual, que é mais percebida pelas famílias de menor poder aquisitivo. “As perspectivas ainda são cautelosas, apesar dos consumidores ainda serem otimistas em relação ao mercado de trabalho, o que parece ter sustentado as perspectivas sobre economia e emprego com indicadores acima dos 100 pontos. O contexto econômico das famílias se altera pouco: maior endividamento, taxas de juros elevadas, desaceleração da atividade econômica e a elevada incerteza devem manter a confiança em patamares baixos em 2023”.


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